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MAS VOCÊ VAI SOZINHA?

Gaía Passarelli é jornalista musical, ex VJ da MTV, viajante, escritora de viagem, autora do blog How To Travel Light e a grande responsável por todas as experiências mundo afora – relatadas em seu primeiro livro: MAS VOCÊ VAI SOZINHA?

Gaía reuniu suas memórias e organizou-as em crônicas, a fim de compartilhar com seus leitores que em uma viagem solo, a gente sente sim falta de alguém para dividir, mas não tem como ignorar o fato de que essa é a oportunidade ideal para entrarmos em contato com a nossa própria companhia, que muitas vezes é mais do que suficiente.

Neste livro a autora descreve momentos nem um pouco clichês vividos enquanto estava viajando. Uma cerimônia especial de amor e cura nas montanhas de Medellín; sua aventura fugindo dos alces na Califórnia; os conselhos sentimentais de um xamã andino; a experiência de andar entre nuvens no alto de uma montanha na Escócia; o breu da floresta e a orquestra de sons de galhos balançando e animais andando pelo teto de madeira durante sua longa noite em uma casa na árvore, no Parque Nacional de Wayanad na Índia; o amante veneziano que sabia ler placas de mármore em Latim, mas cuja personalidade era difícil de ler; a simpatia de uma família nova iorquina de descendência asiática que a adotou para o jantar em um restaurante tailandês… E mais, muito mais!

É claro que no livro de uma boa amante do mundo e suas peculiaridades, não poderia faltar uma espécie de “guia de viagem”, portanto, a autora traz no final de cada capítulo algumas dicas valiosas do que fazer em cada lugar, como chegar, o que evitar, curiosidades sobre a cultura local, além de abordar questões pessoais que uma mulher viajando sozinha enfrenta. Vale lembrar que todas essas dicas fogem completamente do circuito turístico. A proposta é imersão em todos os sentidos, entende?

Não são necessariamente os/quantos países visitados pela autora que tornam este livro incrível, mas sim sua capacidade de captar e compartilhar momentos, gestos, curiosidades, sensações, olhares e aprendizados únicos. E o fato de serem únicos não significa que são obrigatoriamente perfeitos, mas fundamentais.

“… viajar faz parte da vida e por isso, às vezes as coisas dão errado mesmo. E às vezes elas dão certo também. Na viagem, como na vida, o importante é seguir em frente, sem  medo de parar e começar tudo outra vez.”

“Mas Você Vai Sozinha?” é o tipo de livro que te encoraja a comprar uma passagem, arrumar as malas e ir… Ir para algum lugar aleatório e experimentar a vida longe da sua bolha. E voltar. Voltar sempre diferente.

BOA LEITURA!

INTERCÂMBIO DE HIGH SCHOOL OU CURSO DE IDIOMA?

Fazer um intercâmbio é muito mais do que embarcar em uma viagem de férias para conhecer os pontos turísticos de um lugar. O intercâmbio promove uma real imersão cultural, fazendo com que o estudante tenha a oportunidade de expandir seus horizontes através do desenvolvimento pessoal e profissional.

Existem vários programas de intercâmbio e identificar qual deles irá corresponder aos objetivos de cada estudante, é um dos passos mais importantes. High school e curso de idioma são algumas das opções mais procuradas pelos brasileiros, e neste post vou explicar quais são as diferenças entre esses dois tipos de intercâmbio e quais são os requisitos que devem ser levados em conta no momento da escolha.

High school

High school é o mais tradicional programa de intercâmbio e proporciona ao aluno a oportunidade de estudar parte do ensino médio em uma escola regular no exterior, morar com uma família nativa e estar totalmente em contato com os aspectos culturais do país escolhido.

Requisitos

Para participar do programa de high school, é necessário que o aluno tenha entre 15 a 18 anos (podendo variar de acordo com as regras de cada país), estar cursando o ensino médio no Brasil, e ter pelo menos conhecimento intermediário de inglês ou do idioma do país escolhido. Embora o desenvolvimento das habilidades linguísticas seja parte da experiência devido ao contato diário com a língua, vale lembrar que o aluno não irá estudar somente o idioma local, mas sim estudar matérias regulares do ensino médio em uma escola particular ou pública, com estudantes e professores nativos.

Duração

Os estudantes podem cursar um semestre ou um ano letivo do ensino médio no exterior, mas dependendo do país e da disponibilidade do aluno, o tempo estimado pode variar.

Dica: Fique atento ao início do ano letivo do país onde pretende estudar, pois dependendo do lugar, o ano escolar não começa nas primeiras semanas de fevereiro como no Brasil.

Hospedagem

A opção mais tradicional e a melhor forma de imersão cultural é a hospedagem em casa de família. As famílias são rigorosamente selecionadas e oferecem aos alunos um ambiente totalmente acolhedor, tornando-os de certa forma parte da família, pois assumem algumas das responsabilidades que uma família tem com seus filhos. Cada host family tem um estilo de vida, e o grande segredo para um bom convívio é ser flexível e tolerante às diferenças.

Outra opção de hospedagem são residências estudantis, geralmente disponíveis em escolas particulares em alguns países. Essa é uma ótima opção para aqueles que querem ter uma experiência mais acadêmica e conhecer estudantes de vários lugares do mundo.

Considerações

A inscrição para o programa de high school é algo bastante complexo, pois exige o preenchimento detalhado de um application, vários documentos (pessoais e escolares), visto, exames médicos e outros detalhes, portanto, o ideal é entrar em contato com uma agência de intercâmbio, aproximadamente um ano antes da data desejada para o embarque.

Curso de idioma

Curso de idioma é a opção perfeita para aqueles que pretendem aprender ou aprimorar um idioma e ao mesmo tempo explorar as diversas atrações disponíveis na cidade escolhida.

Os alunos que participam deste programa estudam em escolas específicas de inglês (ou do idioma desejado) para estrangeiros, e têm a oportunidade de interagir com pessoas de todas as partes do mundo. As escolas estão aptas a receber estudantes com diferentes níveis de conhecimento da língua – do iniciante ao avançado, incluindo cursos específicos para testes de proficiência.

Dica: quer saber como é estudar na ELS Language Centers – Manhattan e na EC English – Toronto? Eu estudei inglês nessas duas escolas e escrevi dois posts contando em detalhes como é o método de ensino de cada uma delas. Clique nos links abaixo para conferir.

ELS Language Centers – Manhattan

EC English – Toronto

Requisitos

Geralmente a idade mínima para este programa é de 16 anos, mas diferentemente do high school, não existe um limite máximo de idade para fazer um curso de idioma no exterior, desmistificando aquela história de que intercâmbio é coisa de adolescente.

É importante que o aluno tenha maturidade e flexibilidade para lidar com as inúmeras diferenças culturais.

Duração

Uma grande vantagem deste programa é sem dúvida a flexibilidade, pois os cursos podem ter duração de duas semanas até um ano, dependendo da disponibilidade de cada pessoa. Além disso, as escolas recebem novos alunos toda semana ou todo mês em qualquer época do ano.

Dica: muitas agências organizam viagens de estudo e lazer para grupos de adolescentes durante as férias escolares. Os programas geralmente incluem acompanhamento de guias especializados e atividades direcionadas à prática do idioma, diversão e cultura.

Hospedagem

Os dois tipos de hospedagem são: casa de família e residência estudantil. Eu escrevi um post bem detalhado explicando como essas duas opções de acomodação funcionam para estudantes de curso de idioma no exterior. Clique aqui para saber mais.

Considerações

Principalmente para adolescentes que pretendem cursar o ensino médio ou até mesmo fazer faculdade no exterior, o intercâmbio de curso de idioma pode servir como um preparatório para futuras experiências.

Estar inserido em uma cultura diferente expande a nossa consciência e as nossas perspectivas, pois aprendemos a nos comunicar e a compreender o mundo, tornando-nos assim cidadãos globais.