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RELAÇÃO ENTRE TEMPO E SONHOS

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Os sonhos podem ser definidos como um conjunto de imagens e situações fortemente desejadas, porém, não idealizadas… Enquanto que tempo, é o período em que os eventos acontecem, criando a ideia de presente, passado e futuro. Nossos sonhos e o tempo que nos ”resta”, estão interligados – e na maioria das vezes de forma contraditória.

Sempre tentamos administrar a realização dos nossos sonhos em um espaço de tempo, que de certa forma é imposto pelos padrões existentes na sociedade em que vivemos. Por essa razão, vivemos falando: “não tenho mais tempo para fazer isso, ou aquilo”… Mas, e o nosso tempo de fato?

Acabamos nos esquecendo de que cada indivíduo tem um reloginho próprio e tentar escrever a nossa história tendo como base a história dos outros é o maior erro que cometemos, e infelizmente, fazemos isso inconscientemente quase que o tempo todo. Na pressa de tentar alcançar a felicidade em tempo recorde, acabamos nos perdendo e isso nos proporciona a sensação de possuir uma grande aflição.

Nossos sonhos são alimentados por desejos e expectativas de possuir ou alcançar algo e isso não é ruim.  Entretanto, essa palavra “desejo” é um tanto que perigosa, pois assumir nossas vontades requer um toque de maturidade e seriedade. E quando nossos desejos e expectativas começam a demonstrar sinais de possibilidade, várias dúvidas se esparramam no meio do caminho e acabam ocupando o nosso tempo… O tempo que supostamente seria utilizado para transformar sonhos em realidade.

É engraçado, porque às vezes vivemos muito mais nas nossas expectativas e nas coisas que imaginamos, do que na realidade, no sentido material mesmo, entende? Nossos pensamentos voam em direção aos nossos maiores desejos e então, nos prendemos a uma vida imaginária, pois nosso corpo é tímido demais para alcançar nossos anseios… E isso é um escape traiçoeiro, pois o tempo passa e chega uma hora, que o nosso tempo acaba.

Devemos admitir que nossos sonhos se perdem no tempo pelo simples fato de sonharmos absurdamente alto. Ok, confesso que tenho lá os meus devaneios, mas tenho tentado trazer um pouco de lucidez para os meus sonhos, a fim de torná-los plausíveis. E essa tem sido uma técnica e tanto!

O termo “lucidez” não significa que devemos desistir dos nossos objetivos, mas se tentarmos dividi-los em frações com o intuito de simplificá-los, talvez consigamos encurtar o caminho para alcançar a realização… Encontrar o equilíbrio entre o nosso relógio pessoal e a dimensão dos sonhos nos ensina a otimizar nosso tempo e talvez, esse seja o passaporte para sairmos daquele ‘quase sempre nada’. O fato é que essa sensação de que sempre tem algo que nos faça estacionar, se origina devido às pequenas oportunidades que negamos a nós mesmos.

Sempre há tempo de correr atrás dos nossos sonhos quando somos honestos com as nossas ambições, porém, de nada servem nossas ambições se não tivermos as intenções definidas. Contudo, nossas intenções tomam rumos alternados com o passar do tempo e com isso, nossos planos e sonhos mudam, e é natural que certos encantos sejam efêmeros, pois nós estamos em constante mutação… O que é primordial hoje, amanhã pode não fazer sentido algum e virar uma página nem sempre significa desistir de persistir, mas sim amadurecer e idealizar de uma vez por todas…

Vou confessar que não sou uma pessoa muito bem resolvida com os meus sonhos e o meu tempo. Essa que vos escreve é apenas mais uma no meio dessa multidão, que quase faz o que quer e que quase tem algo que poderia ter, mas simplesmente não tem… E que corre como uma louca em busca de algo que possa fazer com prazer e deixar rastros de saudade… Mas falta sempre muito pouco… (Sim, me inspirei na música ‘O Lado Escuro da Lua’ da banda Capital Inicial para finalizar esse post).

NÃO TENHA MEDO DE ANDAR SOZINHO (A)…

Destinos, paisagens, sabores, sensações, idiomas, culturas, vivências, histórias, desafios, aprendizado… Já imaginou conquistar tudo isso em ótima companhia? – A SUA PRÓPRIA COMPANHIA! Não? Pois então meu amigo, VOCÊ NÃO SABE O QUE ESTÁ PERDENDO!!!

Eu sei que experiência é algo muito particular e às vezes o que é bom para mim, não é tão bom assim para você, mas acho que uma viagem é quase sempre uma ótima ideia, não é mesmo? Existem vários tipos de viagem, em família, com amigos (e aí a diversão é garantida!) e até aquela viagem CONSIGO MESMO (A)… Sim, no post de hoje vamos falar sobre VIAJAR SOZINHO (A)! Há um tempo, escrevi sobre como o meu intercâmbio repercutiu positivamente na minha vida e hoje vou tentar mostrar que ter embarcado nessa sozinha me fez enxergar o mundo com outros olhos.

Viajar com a galera é ótimo, afinal, todos se conhecem e os bons momentos, bem como os contratempos, são sempre compartilhados e isso tudo ainda rende boas histórias para serem contadas aos filhos um dia! Em contrapartida, uma viagem solo, pode ser uma das melhores experiências da vida de um ser humano…  Viajar sozinho é uma arte, que nos permite viver tudo nos mínimos detalhes, desafiando todos os medos e inseguranças.

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AUTOCONHECIMENTO                                     

Quando viajamos sozinhos podemos explorar nossas próprias personalidades e descobrimos que temos muito menos medo do que imaginávamos. Aprendemos a andar com as nossas próprias pernas meio que na marra, pois temos que lidar com habilidades que nem sabíamos que tínhamos… Pronto, oportunidade única para renovar nosso estado de espírito, recarregar as energias e ampliar todas as perspectivas!

Esse é um convite irrecusável para deixar de lado o medo de tudo, nos permitir viver todas as sensações e perceber que muitos dos obstáculos foram plantados por nós mesmos em nossos caminhos…

AMIZADES

Viajar sozinho não significa solidão, muito pelo contrário… Quando viajamos com amigos ou familiares, a tendência é resistir a novas amizades por comodismo. Já nos conhecemos, falamos o mesmo idioma e curtimos mais ou menos as mesmas coisas.

Quando estamos sozinhos, ficamos mais vulneráveis e os laços entre pessoas de diferentes culturas, países, regiões e até crenças, são absolutamente naturais e muitas vezes, são essas amizades que proporcionam os melhores momentos da viagem.

PERSPECTIVAS, SONHOS E PLANOS

Quando embarquei para NY (recém-formada em Farmácia), eu tinha uma meta e na minha cabeça, estava tudo muito bem arquitetado, mas a vida se encarregou de mudar todos os meus objetivos de forma significativa. (Mas não pense você que isso aconteceu de repente…)

Aprendi a exercer o hábito de tentar encontrar o que realmente me faz feliz. Descobri que amo viajar, falar outros idiomas, aprender sobre outras culturas, experimentar novos sabores, conhecer pessoas e, sobretudo, aprendi a ampliar meus horizontes e passei a encarar todas as possibilidades como uma oportunidade! É impressionante como a  vivência pode mudar a nossa vida…

ENCONTRAR O SEU ESPAÇO LONGE DA SUA ZONA DE CONFORTO

Viver longe da nossa zona de conforto é um desafio à parte e esse foi um dos maiores aprendizados! Mesmos lugares, mesmas pessoas, mesmas comidas e… ROTINA, COMODISMO! Entretanto, só conseguimos descobrir quem somos de verdade, quando nos damos uma chance para tal – e isso vale para qualquer coisa na vida! Minha paixão por viagens nasceu justamente da necessidade de superar barreiras e saber aonde sou capaz de chegar…

TEMOS MUITO QUE APRENDER COM O MUNDO

Viajar é uma das melhores coisas do mundo, mas viajar, explorar e aprender sozinho, nos faz pensar, “CARAMBA, EU VIVI ISSO MESMO?” É a chance de conhecer mais sobre nós mesmos, superar obstáculos, experimentar outras culturas nos livrar dos mais incoerentes preconceitos e viver outras vidas!

Do alto do Empire State Building e com Nova York bombando aos meus pés, me dei conta do quão grandiosa aquela experiência era e naquele momento a minha única reação foi… Fechar os olhos e agradecer imensamente a oportunidade de estar ali, tão longe dos meus e ao mesmo tempo tão próxima a mim.

NYC