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“QUAL A SUA PRINCIPAL META NA VIDA?”

Estava assistindo ao último vídeo da Carol do canal Cajuína e Frevo (sigam essa mulher, ela é incrível) e me senti inspirada a escrever sobre algo que uma pessoa me perguntou alguns dias atrás. “QUAL A SUA PRINCIPAL META NA VIDA?”

Quando me deparei com essa pergunta, lembrei da música Pretty Hurts da Beyoncé e o quanto ela se questionou ao responder a pergunta: “What’s your aspiration in life?” O clipe é maravilhoso e tem todo um contexto e uma mensagem a ser refletida. (clique aqui caso queira assistir). O fato é que o meu mundo caiu quando me vi na obrigação de responder em 3,2,1 qual era a minha maior meta na vida. Eu estava toda confusa, porém me sentindo a Beyoncé – Diva – e isso é o que importa, não é mesmo? Haha.

A Carol do canal Cajuína e Frevo começou o vídeo falando que a meta dela para 2016 é continuar sendo uma pessoa “sem metas” – no sentido de não ter a necessidade de colocar tudo em planilhas e estipular prazos, mas simplesmente seguir o coração e a intuição. Quando ouvi isso, tive vontade de mandar um áudio no WhatsApp dela (como se eu fosse íntima a esse ponto), dizendo: “Amigaaaa, também sou dessas!”

Devaneios à parte… Eu já fui sim o tipo de pessoa que gostava de tudo na planilha, com prazos e tudo mais, entretanto, não conquistei absolutamente nada daquilo que me sentia na obrigação de conquistar. Sabe por quê? Simplesmente porque quando nos obrigamos a seguir um determinado caminho, fechamos a nossa mente para as outras possíveis oportunidades em outras direções.

Aprendi a estabelecer metas e ao mesmo tempo me permitir sair da rotina. Meus objetivos são moldados de acordo com a minha realidade atual, considerando todas as possíveis mudanças… Não quero que ninguém me interprete mal e acabe pensando que isso me torna uma pessoa sem foco, muito pelo contrário… Me sinto livre para experimentar diferentes sensações. Este é o meu ponto de vista e se você concorda comigo ou não, VOCÊ DECIDE!

Pois bem, no momento em que a pessoa me perguntou sobre minha principal meta, pensei por alguns segundos e na hora lembrei da resposta que a mãe de Elizabeth Gilbert do livro/filme Eat, Pray and Love, para a seguinte pergunta: “Mom, when did you accept the life you have? (Mãe, quando você aceitou a vida que você tem?) “OH DEAR, I’M ALWAYS LOOKING FOR SOMENTHING…” (OH QUERIDA, EU ESTOU SEMPRE PROCURANDO POR ALGO…)

Foi exatamente essa a resposta que eu dei. Lembrei de uma música aqui, um filme ali e finalmente encontrei argumentos que fossem capazes de sustentar o meu raciocínio. Não sei se foi a resposta que a pessoa esperava ouvir, mas juro que fui o mais sincera possível, afinal, fingir ser algo que não sou é bem pior, certo? CERTO!

Eu já me reconstruí várias vezes e a primeira vez que percebi que isso aconteceu, foi durante meu primeiro intercâmbio e logo em seguida, com a morte do meu avô em 2012. Percebi que essa reconstrução aconteceu de maneira totalmente pessoal, pois durante o intercâmbio pude me autoconhecer, superei vários obstáculos e já no Brasil, depois de perder meu avô, tive que tirar forças de onde nunca achei que tivesse para lidar com a presença da ausência.

Depois tive que me reconstruir profissionalmente, afinal, sou uma Farmacêutica não atuante que um dia sonhou em fazer mestrado e doutorado em Química Farmacêutica na Harvard. (ACREDITEM!) Atualmente dou aulas de inglês, amo viajar pelo mundo e estar em contato com culturas diferentes, e ainda brinco de ser blogueira escrevendo sobre viagens, pensamentos e sentimentos aleatórios.

Acima de tudo eu estou sempre tentando ser o melhor possível, pessoalmente, profissionalmente, espiritualmente, a fim de sair da minha zona de conforto e aprender algo novo em todos os aspectos.  Meu coração, mente e alma estão totalmente abertos para novas possíveis reconstruções e assim, vou sonhando e estabelecendo as minhas metas conforme o meu momento presente, tentando transmitir o meu melhor a mim mesma e aos que me cercam.

Não precisamos obrigatoriamente seguir protocolos, acho que o mais importante é tentar fazer coisas e descobrir o que nos traz felicidade nas diferentes fases da vida. Qualquer esforço é melhor do que nenhum esforço. ACREDITA E VAI!

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