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TURISMO DE EMPATIA: REFUGIADOS NO ORIENTE MÉDIO

Talita Ribeiro saiu de sua zona de conforto e embarcou em uma viagem arriscada, a fim de conhecer um mundo onde muitas mulheres resistem à guerra e à pobreza extrema. Mulheres que enfrentam grupos terroristas com armas nitidamente inferiores, e lutam bravamente contra crimes relacionados à desigualdade de gênero e levantam suas bandeiras em busca de liberdade e perspectiva de vida, ainda que elas saibam o quão difícil é alimentar sonhos em meio a uma estratégia de sobrevivência tão incerta.

O desejo de conhecer de perto a história de vida, ou melhor, de sobrevivência dessas mulheres, surgiu a partir de uma foto, a qual uma mulher atravessava a fronteira da Síria com o Curdistão, entretanto, o que mais chamou atenção e despertou curiosidade em Talita, foi o fato de a mulher estar trocando sua burca preta, por roupas coloridas, demonstrando assim, coragem, liberdadeesperança e empoderamento feminino.

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Alguns dias após sua volta ao Brasil, Talita lançou um financiamento coletivo e mais de 700 colaboradores abraçaram as experiências provenientes de sua intensa imersão, tornando suas lindas crônicas – escritas durante a viagem – em um livro cheio de empatia. É importante ressaltar que todo o lucro arrecadado foi enviado para projetos de amparo aos refugiados que Talita conheceu na Jordânia e no Curdistão Iraquiano.

Refugiados no Oriente Médio é o primeiro livro da coleção Turismo de Empatia – uma nova “modalidade de turismo”, muito bem conceituada, explorada e descrita pela autora Talita Ribeiro, que por sua vez, enfrentou todos os seus medos e embarcou em uma viagem no mínimo diferente, atravessou fronteiras desafiadoras e chegou a territórios sagrados: no coração do outro. Em paralelo, a autora como uma boa viajante, amante do mundo e suas belezas, também dá dicas turísticas dos lugares visitados em um passo a passo bem detalhado.

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O termo “Turismo de Empatia” não surgiu por acaso. A autora entrou em contato com diferentes mundos, viu e vivenciou muitas histórias, que têm como protagonistas, pessoas que depositam uma mínima esperança em um mundo novo, porém cheio de medos e inseguranças. Ao contrário do que muitos pensam empatia não significa sentir pena ou descaso, mas sim a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro. Ter a sensibilidade de sentir o que o outro sente em determinada situação. É um sentimento de troca.

Em uma das cônicas, a matriarca de uma das famílias visitadas por Talita e seus companheiros nessa missão em Amã, na Jordânia, disse: “gosto de vocês, porque sabem e se interessam em escutar”.

O intuito de Talita ao lançar esse livro, foi promover no leitor certa inquietação através da empatia. Cláudia, a enfermeira brasileira que trabalha como voluntária na Jordânia diz que: “o exercício do amor não é algo simples ou óbvio”, portanto, quando nos esforçamos para abandonar o nosso preconceito e permitimos que o nosso coração seja tocado pela alegria ou pela dor que habitam no coração do outro, formamos um elo que serve como uma ponte entre nós, e então as diferenças deixam de ser abismos. Isso é empatia e infelizmente esse sentimento está escasso no mundo.

“Existem várias maneiras de aprender, e uma das mais lindas é se colocando no lugar do outro.” Bel Pesce – fundadora da editora Enkla.

O QUE ACONTECE NA RED LIGHT DISTRICT FICA NA RED LIGHT DISTRICT, EM AMSTERDAM!!!

Antes de qualquer coisa gostaria avisar que o Passaporte Ousado de hoje está um tanto quente, se é que vocês me entendem… Bom, acho que vocês já captaram a mensagem e já deram asas à imaginação, acertei? Pois bem, preparem os termômetros porque a temperatura pode aumentar!!! Rs

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Amsterdam apresenta motivos de sobra para atrair pessoas do mundo inteiro, sejam eles turismo, romantismo, trabalho, arte, arquitetura, cultura e até mesmo aqueles, hum… “menos familiares”, aqueles motivos que provocam risinhos maliciosos, sabe? No post que escrevi para o blog Destinos Holiday, fiz um resumo sobre a tolerância e o conceito de liberdade sexual que fazem da Holanda um país extremamente singular. A terra das tulipas é sem dúvidas o destino ideal para turistas que gostam de vivenciar de fato experiências culturais sem nenhum tipo de preconceito, por essa razão, te convido a abrir a mente, sair da bolha convencional e a mergulhar no “Curioso Mundo Chamado Red Light District!”

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A prostituição é um trabalho totalmente legal na Holanda, ou seja, as garotas de programa têm direitos trabalhistas, assistência médica, pagam impostos e promovem movimentos para lutar por melhores condições de trabalho. Para trabalhar no ramo, é obrigatório ser maior de idade (18 anos) e somente habitantes que pertencem à União Europeia podem usufruir legalmente da indústria do sexo. 

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A noite Holandesa, principalmente em Amsterdam, reserva espaço para todos os gostos e estilos, porém, o ponto turístico que mais chama a atenção dos viajantes dos quatro cantos do mundo é um lugar bastante peculiar chamado Red Light District. Um bairro onde a prostituição e a indústria do sexo literalmente prosperam. As casas de prostituição não se encontram apenas em uma região da cidade, mas o Red Light Dstrict mais famoso é sem sombra de dúvidas o “De Wallen”, um dos maiores e mais antigos bairros de Amsterdam que está situado próximo à Estação Central, tendo como característica principal ruelas estreitas (becos), contendo várias cabines alugadas por prostitutas que se exibem em vitrines tipicamente iluminadas com luzes vermelhas e vendem seus serviços fechando as cortinas, ou nos quartos que ficam no fundo das cabines.

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Os donos dos imóveis não têm – ou pelo menos não deveriam ter qualquer ligação íntima com as meninas. As ofertas desse bairro não se restringem somente às vitrines com belas garotas praticamente nuas, existem vários sex shops, teatros eróticos, casas de shows, coffee shops com venda legal de drogas e até mesmo um museu do sexo. Tudo muito sugestivo!

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 Um fato bastante curioso é que ao contrário da grande maioria das zonas de prostituição ao redor do mundo, essa região não está nem um pouco degradada e entregue ao crime. As ruas são sempre limpas, conservadas e policiamento discreto, porém constante. Uma vez que você se dispõe a desbravar o Red Light District, não cometa a gafe de sair fotografando tudo e todos, pois é ESTRITAMENTE PROIBIDO CAPTURAR QUALQUER TIPO DE IMAGEM e essa regra é rigorosamente aplicada. Por essa razão costumo dizer que o que acontece na Red Light District, fica na Red Light District. Aproveite! Rsrsrs…

Em contrapartida, é possível desfrutar de forma sublime da arquitetura tradicional e da atmosfera  histórica da cidade, bem como de restaurantes chineses e argentinos. Eu diria que a prostituição em Amsterdam se integra naturalmente à vida da cidade, pois a apenas alguns metros de distância das cabines é possível encontrar jardins, parques, igrejas e famílias que não têm absolutamente nada a ver com o mercado erótico. Amsterdam é certamente o lugar onde arte, história e cultura se aderem perfeitamente ao entretenimento adulto em meio ao contexto de liberdade. Amsterdam jamais será trivial, pois tudo o que a cidade tem para oferecer, é nada mais nada menos que inerente.