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OXFORD: UMA CIDADE MINUCIOSAMENTE CENOGRÁFICA!

Oxford na Inglaterra é a cidade das faculdades e o clima totalmente universitário e histórico toma conta do lugar. Costumo dizer que andar pelas ruas de Oxford é simplesmente dar um rolê pelos séculos XVIII e XIX… É nítida a sensação de estarmos dentro de um filme de época, com todos os pormenores.

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Oxford localiza-se bem próximo a Londres, com apenas 1 hora e 30 minutos by bus separando as duas cidades… Muitos turistas decidem fazer uma weekend trip para Oxford, afinal de contas, quem não quer conferir in loco aquele clima cultural que prevalece na cidade, não é mesmo? Ou então, simplesmente conhecer o lugar onde diversas cenas dos filmes de Harry Potter foram gravadas… Aliás, isso só contribui positivamente para o turismo local!

Oxford abriga uma das mais antigas e mais conceituadas universidades do mundo – a OXFORD UNIVERSITY! Com um elevado nível de qualidade de ensino em diversos campos de conhecimento, a universidade de Oxford está entre as 10 melhores do mundo, subdividindo-se em vários colleges espalhados pela cidade afora (40 colleges no total). Nomes como Bill Clinton, C. S. Lewis (autor de As Crônicas de Nárnia), Lewis Carroll (autor de Alice no País das Maravilhas) e J. R. R. Tolkien (autor de O Senhor dos Anéis), já passaram por lá… Nada mal né?

Entre os diversos celleges, o mais famoso, conceituado e consequentemente o mais visitado é o Christ Church University, pois foi escolhido como cenário para a gravação de várias cenas do filme Harry Potter. Cá entre nós, o college pode sim oferecer o mais elevado padrão de educação, mas garanto que para os fãs do bruxo, conhecer a sala de jantar de Hogwarts, agrega mais valor ainda!

Ao caminhar pelas ruas de Oxford, nos deparamos com belas paisagens e arquitetura histórica  a todo momento, uma delas é a emblemática Radcliffe Camera, biblioteca integrante da Bodleian Library (principal biblioteca de pesquisa da Universidade de Oxford). Segundo relatos, essa é uma obra prima da arquitetura gótica inglesa e tem sido um dos pontos mais visitados da cidade, mas apenas estudantes ou turistas com guias autorizados podem adentrar…

Infelizmente não tive muito tempo para explorar Oxford como eu realmente queria… Além da falta de tempo, rolou também uma certa falta de sorte, a meteorologia definitivamente não colaborou conosco! Estava absurdamente frio e além de ter chovido muito, também enfrentamos um vendaval amedrontador! Juro que não é exagero e a galera do Holiday Winter 2014 certamente concorda comigo.

Oxford é famosa mundialmente por sua universidade, mas muito embora o clima seja extremamente cultural, histórico e arquitetônico, é também uma cidade bastante diversificada e apresenta um ar meio gótico… A cidade conta com vários cafés, pubs e restaurantes com ambientes agradáveis e sempre lotados. O legado de Oxford é justamente mostrar ao mundo que é totalmente possível existir um equilíbrio entre a busca incessante pelo conhecimento e ao mesmo tempo, manter as tradições que fazem da cidade uma preciosidade incontestável.

PS: Se eu tivesse que escolher um lugar que já tenha visitado anteriormente, para voltar e conhecer a fundo, certamente escolheria OXFORD!

THE GREENWICH MERIDIAN LINE – UM PÉ NO ORIENTE E O OUTRO NO OCIDENTE, QUE TAL?

Meridiano de Greenwich, linha imaginária, oriente e ocidente, longitude, fuso horário, leste e oeste… Quem nunca viajou na imaginação durante essa aula de Geografia não é mesmo?

Greenwich é um distrito, localizado na região sudeste de Londres às margens do Rio Tâmisa. O local se tornou um landmark, pois é lá que se encontra um dos pontos geográficos mais importantes do mundo, o Meridiano de Greenwich, que foi criado por astrônomos britânicos, com a finalidade de padronizar a longitude do planeta Terra dividindo-o em Oriente e Ocidente.

Para quem pretende visitar a Terra da Rainha, uma ótima dica de passeio, é dar uma esticadinha até Greenwich. O lugar reserva várias atrações relacionadas à Marinha Britânica e à astronomia, mas o grande atrativo mesmo, é o famoso Meridiano Terrestre que dividiu o planeta e serviu como cálculo de fuso horário para o mundo todo.

Existem várias maneiras de chegar a Greenwich, mas a mais incrível delas é de barco. Eu disse incrível, pois a ida até lá já rende um belo passeio com direito a uma vista privilegiada de vários pontos turísticos de Londres. Confesso que quando fiz o passeio, não tinha muita noção de localização e pontos específicos para o acesso ao transporte, mas depois de um google rápido, descobri que é possível encontrar barcos que transportam tanto locais quanto turistas em vários piers da cidade, basta acessar o site e conferir qual deles pode ser mais compatível com a sua localização.

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Existem outras maneiras de ir até Greenwich, mas posso falar com propriedade mesmo, apenas do transporte que eu utilizei, que no caso foi o aquático. Com o tempo bacana, o passeio de barco é o mais indicado, pois como já disse anteriormente, os turistas têm uma vista espetacular dos ícones que marcam a história de Londres mundo afora, como a London Eye, Tower Bridge, Shard, Parlamento, Big Ben, entre outros… E tudo isso em um prisma bem peculiar – navegando sobre o Rio Tâmisa, que por si só já é um ponto histórico da capital inglesa. O passeio até Greenwich dura em torno de 35 minutos a partir do píer da London Eye em Westminster… É um passeio agradabilíssimo e vale muito a pena!

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Ao chegar no píer de Greenwich, a primeira atração do local é o Cutty Sark, um exemplar de um veleiro Inglês. Logo depois, encontramos um edifício que pertence ao complexo do Old Royal Naval College, que funciona basicamente como um centro de exposição que traz curiosidades sobre a história local de forma lúdica e dinâmica. Logo depois, é possível avistar uma imensa área verde cercada por grades, o Greenwich Park, que é considerado o parque cercado mais antigo de Londres e é uma ótima opção para um piquenique no verão…

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Grupo Holiday Winter 2014
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Grupo Holiday Winter 2014

 

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Grupo Holiday Winter 2014
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Grupo Holiday Winter 2014

Ao seguir em direção ao observatório, nos deparamos com uma rampa no mínimo assustadora, diga-se de passagem (haha). O caminho é até curto, mas devido à inclinação da rampa, aconselho que vá com os pulmões bem preparados… Embora a subida seja árdua, a recompensa ao chegar lá em cima é válida, pois logo na saída da rampa que vem do parque, avistamos o Shepherd Gate Clock – o relógio que fornece a hora oficial de Greenwich (Greenwich Mean Time – GMT) e o local ainda oferece um visual super top tanto do parque, quanto de boa parte da cidade.

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Foto gentilmente enviada pela minha companheira de viagem Beatriz Gonçalves. Obrigada Be!

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As atrações são inúmeras, mas a atração master é o Royal Observatory, onde está localizada a famosa linha imaginária do Meridiano de Greenwich, dividindo o mundo em Oriente e Ocidente ou Leste e Oeste! A linha oficial foi marcada no chão com uma placa de bronze, mas hoje em dia, essa placa foi substituída por uma de aço inoxidável, possibilitando ainda, a leitura das longitudes das principais cidades do planeta. O passeio até o observatório já é bastante atraente, mas nada se compara com a sensação e a experiência de estar em um dos pontos geográficos mais importantes do mundo e ter a oportunidade de colocar os pés nos dois hemisférios ao mesmo tempo…

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Eu nunca fui a melhor aluna de Geografia e quando o assunto era localização e fuso horário, muito menos… Durante as aulas da 5ª série, a  tal linha do Meridiano de Greenwich sempre soou como algo inalcançável e até mesmo ilusório… Sempre tive meus dois pés atrás em relação a isso (hahaha). Os anos foram se passando e as aulas de Geografia se tornaram bem mais complexas… Amadureci os meus conceitos em relação à existência da linha do Meridiano de Greenwich e quando finalmente fomos apresentadas ‘face to face’, passei a dar mais valor àquela história de que “certas coisas a gente não aprende na escola regular, mas sim na escola da vida.” (Os professores que me perdoem rsrs)

PS: Se a professora de Geografia da 5ª série tivesse me proporcionado uma visita a Greenwich naquela época, eu teria levado as aulas mais a sério  hahahahaha… FICA A DICA 😉