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10 LIÇÕES E ALGUNS DESTINOS

Dias atrás eu estava tentando listar mentalmente, alguns legados que passei a carregar comigo depois de visitar certos lugares e viver experiências culturais. Resolvi então reunir todos esses pensamentos em um texto, pois assim eu consigo sistematizar minhas ideias. Vamos começar?

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1 – Acho que o primeiro grande aprendizado que tirei de uma viagem, foi durante um cruzeiro que fiz em Janeiro de 2011, cujo roteiro incluía visitar Buenos Aires e Punta Del Este. Essa foi a primeira vez que viajei para fora do país e além de conhecer lugares, pude também conhecer diversas culturas, pois os tripulantes vinham de todas as partes do mundo e falavam qualquer idioma, menos Português. Foi durante essa viagem que eu percebi que existia um mundo gigante fora da minha bolha e que não seria uma má ideia começar a explorá-lo aos pouquinhos.

2 –  Em Boston eu entendi a importância das coisas mais simples da vida. O café da tarde na casa dos meus avós. O almoço de domingo em família. As conversas com os amigos. A presença física dos meus pais em todos os momentos, mas principalmente nas horas de aperto. Um abraço acolhedor e uma mão para segurar quando a estrada estivesse escorregadia… Sempre me considerei uma pessoa independente sentimentalmente falando, mas foi longe disso tudo, que me descobri muito mais apegada do que pensava.

3 –  Em Nova York eu aprendi que tudo bem se os meus planos iniciais tomarem rumos diferentes ao longo do tempo. Não tem como planejar minuciosamente o futuro, me privar de correr riscos e não me deparar com o inusitado em alguns momentos. Foi justamente o inusitado que me fez enxergar tudo a minha volta com olhos curiosos e dispostos a seguir em frente sem muito medo do mundo. Sem medo de sonhar alto.

4 – Ainda em Nova York, eu aprendi que pode ser que os meus sonhos me levem para longe das pessoas que mais amo na vida, porém, não existe distância para a  veracidade dos sentimentos que nos unem. O meu porto seguro sempre estará no meu coração.

5 – Londres me ensinou que quem converte é prevenido e pode se divertir muito! Viajar através dos meus próprios recursos, administrar os meus gastos respeitando a minha realidade e ao mesmo tempo viver experiências e conhecer lugares de tirar o fôlego, me fez entender que não existe limite para realizar sonhos.

6 – O meu único dia em Oxford me fez reconhecer que enfrentar os perrengues com uma galera torna a viagem ainda mais especial. A tempestade que enfrentamos na fila de entrada para o Christ Church University (um dos colleges da Universidade de Oxford), leva o título de um dos momentos mais bizarros de toda a viagem. Essa se tornou uma história muito nossa e somente nós conseguimos chorar de tanto rir do nosso desespero.

7 –  Eu aprendi muitas coisas  relacionadas aos aspectos culturais presentes no dia a dia da capital francesa, inclusive compilei todos esses aprendizados em um post – clique aqui para conferir. No geral, eu aprendi com os parisienses que não é obrigatório, porém simpático por parte dos turistas, ter na ponta da língua pelo menos o básico do vocabulário local e aplicá-lo vez ou outra em conversas aleatórias com os nativos.

8 – Em Amsterdam, a tolerância em questões como drogas, sexo, religião e liberdades individuais quebra tabus, fazendo com que assuntos de relevância social se integrem naturalmente à cultura da capital holandesa. Sendo assim, aprendi que a evolução humana na prática, é a capacidade que temos de conviver com as infinitas verdades de maneira flexível e cristalina.

9 – Em Toronto eu percebi que sozinha ou em grupo, tanto faz, contanto que eu viaje e viva experiências longe da minha zona de conforto. Eu tive muita convicção do meu desejo incontrolável de ir – para qualquer lugar, mas ir, explorar, experimentar, ver com os meus próprios olhos, aprender e viver.

10 – Por fim, reservo este espaço para todas as experiências que ainda não tive, todos os lugares que ainda não visitei, todas as pessoas que ainda não encontrei e todas as lições que ainda não aprendi. E que isso seja apenas uma questão de tempo…

“QUAL A SUA PRINCIPAL META NA VIDA?”

Estava assistindo ao último vídeo da Carol do canal Cajuína e Frevo (sigam essa mulher, ela é incrível) e me senti inspirada a escrever sobre algo que uma pessoa me perguntou alguns dias atrás. “QUAL A SUA PRINCIPAL META NA VIDA?”

Quando me deparei com essa pergunta, lembrei da música Pretty Hurts da Beyoncé e o quanto ela se questionou ao responder a pergunta: “What’s your aspiration in life?” O clipe é maravilhoso e tem todo um contexto e uma mensagem a ser refletida. (clique aqui caso queira assistir). O fato é que o meu mundo caiu quando me vi na obrigação de responder em 3,2,1 qual era a minha maior meta na vida. Eu estava toda confusa, porém me sentindo a Beyoncé – Diva – e isso é o que importa, não é mesmo? Haha.

A Carol do canal Cajuína e Frevo começou o vídeo falando que a meta dela para 2016 é continuar sendo uma pessoa “sem metas” – no sentido de não ter a necessidade de colocar tudo em planilhas e estipular prazos, mas simplesmente seguir o coração e a intuição. Quando ouvi isso, tive vontade de mandar um áudio no WhatsApp dela (como se eu fosse íntima a esse ponto), dizendo: “Amigaaaa, também sou dessas!”

Devaneios à parte… Eu já fui sim o tipo de pessoa que gostava de tudo na planilha, com prazos e tudo mais, entretanto, não conquistei absolutamente nada daquilo que me sentia na obrigação de conquistar. Sabe por quê? Simplesmente porque quando nos obrigamos a seguir um determinado caminho, fechamos a nossa mente para as outras possíveis oportunidades em outras direções.

Aprendi a estabelecer metas e ao mesmo tempo me permitir sair da rotina. Meus objetivos são moldados de acordo com a minha realidade atual, considerando todas as possíveis mudanças… Não quero que ninguém me interprete mal e acabe pensando que isso me torna uma pessoa sem foco, muito pelo contrário… Me sinto livre para experimentar diferentes sensações. Este é o meu ponto de vista e se você concorda comigo ou não, VOCÊ DECIDE!

Pois bem, no momento em que a pessoa me perguntou sobre minha principal meta, pensei por alguns segundos e na hora lembrei da resposta que a mãe de Elizabeth Gilbert do livro/filme Eat, Pray and Love, para a seguinte pergunta: “Mom, when did you accept the life you have? (Mãe, quando você aceitou a vida que você tem?) “OH DEAR, I’M ALWAYS LOOKING FOR SOMENTHING…” (OH QUERIDA, EU ESTOU SEMPRE PROCURANDO POR ALGO…)

Foi exatamente essa a resposta que eu dei. Lembrei de uma música aqui, um filme ali e finalmente encontrei argumentos que fossem capazes de sustentar o meu raciocínio. Não sei se foi a resposta que a pessoa esperava ouvir, mas juro que fui o mais sincera possível, afinal, fingir ser algo que não sou é bem pior, certo? CERTO!

Eu já me reconstruí várias vezes e a primeira vez que percebi que isso aconteceu, foi durante meu primeiro intercâmbio e logo em seguida, com a morte do meu avô em 2012. Percebi que essa reconstrução aconteceu de maneira totalmente pessoal, pois durante o intercâmbio pude me autoconhecer, superei vários obstáculos e já no Brasil, depois de perder meu avô, tive que tirar forças de onde nunca achei que tivesse para lidar com a presença da ausência.

Depois tive que me reconstruir profissionalmente, afinal, sou uma Farmacêutica não atuante que um dia sonhou em fazer mestrado e doutorado em Química Farmacêutica na Harvard. (ACREDITEM!) Atualmente dou aulas de inglês, amo viajar pelo mundo e estar em contato com culturas diferentes, e ainda brinco de ser blogueira escrevendo sobre viagens, pensamentos e sentimentos aleatórios.

Acima de tudo eu estou sempre tentando ser o melhor possível, pessoalmente, profissionalmente, espiritualmente, a fim de sair da minha zona de conforto e aprender algo novo em todos os aspectos.  Meu coração, mente e alma estão totalmente abertos para novas possíveis reconstruções e assim, vou sonhando e estabelecendo as minhas metas conforme o meu momento presente, tentando transmitir o meu melhor a mim mesma e aos que me cercam.

Não precisamos obrigatoriamente seguir protocolos, acho que o mais importante é tentar fazer coisas e descobrir o que nos traz felicidade nas diferentes fases da vida. Qualquer esforço é melhor do que nenhum esforço. ACREDITA E VAI!

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O LUGAR DESENHA A HISTÓRIA…

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Localizada na província de Ontário no Canadá e com cerca de cinco milhões de habitantes, Toronto é a capital financeira e industrial do país e a quarta maior cidade da América do Norte. Na língua indígena, Toronto significa ‘PONTO DE ENCONTRO. ’  – que marca a história de aproximadamente 80 grupos étnicos em um dos lugares mais multiculturais do mundo. Isso é no mínimo fascinante, não é mesmo? Além disso, atualmente é uma das cidades que mais recebem estudantes estrangeiros, pois abriga as principais universidades e escolas de Inglês do Canadá – o que a torna ainda mais cosmopolita.

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Toronto é uma cidade de concreto e aço, com vários arranha-céus imponentes e centros empresariais, ou seja, é uma ‘cidade de negócios’. Isso tudo resume o modernismo predominante por lá. Em contrapartida, é surpreendente ver que na realidade Toronto nos oferece um pouco de todos os mundos. Natureza, urbanização, arte e cultura ao mesmo tempo. Não há o que duvidar, é uma cidade que deve ser apreciada sem pressa.

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Entre um arranha-céu e outro, surgem parques, praças e lindas praias com banquinhos, carros vendendo o melhor sorvete do mundo e pessoas caminhando com seus cachorros, ou até mesmo correndo para manter a forma… Se os bares e pubs ao longo na Queen street são o ponto principal da vida noturna de Toronto, os festivais culturais são a marca do verão Torontoniano.

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Cerveja sem glúten.
PS: Sabe-se que a Queen street é famosa por apresentar os maiores agitos da vida noturna, bem como ótimos restaurantes e cafés, mas, nunca descarte a possibilidade de explorar áreas que fogem do óbvio, pois garanto que você irá se impressionar com as descobertas aleatórias…

É inspirador se deparar com uma certa CN  Tower entre os prédios, que por sinal, faz jus ao título de cartão postal de Toronto. A Casa Loma é o castelo dos sonhos de qualquer um, mas o caminho que percorremos para chegar até lá é detalhadamente perfeito. As Ilhas são providenciais para um rolê de bike e um piquenique com os amigos em um Sábado ensolarado, e o skyline de Toronto é uma consequência sensacional do passeio. O High Park é o maior parque de Toronto e é o lugar ideal para recarregar todas as baterias e seguir em frente.

Toronto é uma das melhores cidades para se viver atualmente e a qualidade de vida se faz presente em todas as partes… Incrivelmente limpa, segura, transporte público eficiente e extrema cordialidade por parte dos locais. Pronto, alcançou a perfeição!

A educação, receptividade e a cordialidade dos Torontonianos é algo completamente à parte. A fim de acolher os visitantes da melhor maneira possível, os locais demonstram uma satisfação absurda em ajudar sem receber nada em troca. É possível perceber sinceridade em grande parte das boas intenções.

A imagem abaixo é autoexplicativa. A grande diversidade étnica, artística e cultural da maior cidade do Canadá oferece um dinamismo proporcional e deixa claro aos seus visitantes que não há espaço algum para o tédio. Fiquei um mês em Toronto e a história que vivi nesse lugar me fez voltar para casa com um sentimento de que “QUERIA TER FICADO MAIS…”

115Quer ver mais imagens? Clique no vídeo abaixo e ENJOY!!!!!

NÃO TENHA MEDO DE ANDAR SOZINHO (A)…

Destinos, paisagens, sabores, sensações, idiomas, culturas, vivências, histórias, desafios, aprendizado… Já imaginou conquistar tudo isso em ótima companhia? – A SUA PRÓPRIA COMPANHIA! Não? Pois então meu amigo, VOCÊ NÃO SABE O QUE ESTÁ PERDENDO!!!

Eu sei que experiência é algo muito particular e às vezes o que é bom para mim, não é tão bom assim para você, mas acho que uma viagem é quase sempre uma ótima ideia, não é mesmo? Existem vários tipos de viagem, em família, com amigos (e aí a diversão é garantida!) e até aquela viagem CONSIGO MESMO (A)… Sim, no post de hoje vamos falar sobre VIAJAR SOZINHO (A)! Há um tempo, escrevi sobre como o meu intercâmbio repercutiu positivamente na minha vida e hoje vou tentar mostrar que ter embarcado nessa sozinha me fez enxergar o mundo com outros olhos.

Viajar com a galera é ótimo, afinal, todos se conhecem e os bons momentos, bem como os contratempos, são sempre compartilhados e isso tudo ainda rende boas histórias para serem contadas aos filhos um dia! Em contrapartida, uma viagem solo, pode ser uma das melhores experiências da vida de um ser humano…  Viajar sozinho é uma arte, que nos permite viver tudo nos mínimos detalhes, desafiando todos os medos e inseguranças.

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AUTOCONHECIMENTO                                     

Quando viajamos sozinhos podemos explorar nossas próprias personalidades e descobrimos que temos muito menos medo do que imaginávamos. Aprendemos a andar com as nossas próprias pernas meio que na marra, pois temos que lidar com habilidades que nem sabíamos que tínhamos… Pronto, oportunidade única para renovar nosso estado de espírito, recarregar as energias e ampliar todas as perspectivas!

Esse é um convite irrecusável para deixar de lado o medo de tudo, nos permitir viver todas as sensações e perceber que muitos dos obstáculos foram plantados por nós mesmos em nossos caminhos…

AMIZADES

Viajar sozinho não significa solidão, muito pelo contrário… Quando viajamos com amigos ou familiares, a tendência é resistir a novas amizades por comodismo. Já nos conhecemos, falamos o mesmo idioma e curtimos mais ou menos as mesmas coisas.

Quando estamos sozinhos, ficamos mais vulneráveis e os laços entre pessoas de diferentes culturas, países, regiões e até crenças, são absolutamente naturais e muitas vezes, são essas amizades que proporcionam os melhores momentos da viagem.

PERSPECTIVAS, SONHOS E PLANOS

Quando embarquei para NY (recém-formada em Farmácia), eu tinha uma meta e na minha cabeça, estava tudo muito bem arquitetado, mas a vida se encarregou de mudar todos os meus objetivos de forma significativa. (Mas não pense você que isso aconteceu de repente…)

Aprendi a exercer o hábito de tentar encontrar o que realmente me faz feliz. Descobri que amo viajar, falar outros idiomas, aprender sobre outras culturas, experimentar novos sabores, conhecer pessoas e, sobretudo, aprendi a ampliar meus horizontes e passei a encarar todas as possibilidades como uma oportunidade! É impressionante como a  vivência pode mudar a nossa vida…

ENCONTRAR O SEU ESPAÇO LONGE DA SUA ZONA DE CONFORTO

Viver longe da nossa zona de conforto é um desafio à parte e esse foi um dos maiores aprendizados! Mesmos lugares, mesmas pessoas, mesmas comidas e… ROTINA, COMODISMO! Entretanto, só conseguimos descobrir quem somos de verdade, quando nos damos uma chance para tal – e isso vale para qualquer coisa na vida! Minha paixão por viagens nasceu justamente da necessidade de superar barreiras e saber aonde sou capaz de chegar…

TEMOS MUITO QUE APRENDER COM O MUNDO

Viajar é uma das melhores coisas do mundo, mas viajar, explorar e aprender sozinho, nos faz pensar, “CARAMBA, EU VIVI ISSO MESMO?” É a chance de conhecer mais sobre nós mesmos, superar obstáculos, experimentar outras culturas nos livrar dos mais incoerentes preconceitos e viver outras vidas!

Do alto do Empire State Building e com Nova York bombando aos meus pés, me dei conta do quão grandiosa aquela experiência era e naquele momento a minha única reação foi… Fechar os olhos e agradecer imensamente a oportunidade de estar ali, tão longe dos meus e ao mesmo tempo tão próxima a mim.

NYC