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“INCOMODOU, DOEU? LEVA PARA CASA QUE É TEU!”

“INCOMODOU, DOEU? LEVA PARA CASA QUE É TEU.” – Ouvi essa frase pela primeira vez em um vídeo que assisti casualmente há uns meses no canal da Flávia Melissa. Flávia é Psicóloga, pós-graduada em Acupuntura e em 2010, se mudou para Xangai e mergulhou nos ensinamentos da encantadora Medicina Chinesa. Atualmente produz e compartilha conteúdo motivacional online sobre desenvolvimento humano. Saiba mais em www.flaviamelissa.com.br

Engraçado que essa frase não me fez muito sentido a princípio e eu só consegui entender a essência dela, durante as sessões de CoachIng que tive com a Carol Herr, do canal Cajuína e Frevo. Após uma fase de desequilíbrio emocional, percebi que precisava de ajuda para tentar reorganizar os meus pensamentos e a Carol foi fundamental nesse processo de busca e cura pessoal e emocional.

Quando assumimos essa busca por nós mesmos, entramos em contato com fraquezas que por algum motivo foram cultivadas ao longo da nossa vida. Essas fraquezas apenas foram deixadas no modo silencioso em algum cantinho da nossa existência, entretanto, nunca foram superadas de fato e então, nossos ouvidos se tornam cristais frágeis.

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Muitas vezes temos o nosso interior fragmentado e acabamos projetando nas outras pessoas os nossos próprios conflitos pessoais. Insistimos em olhar sempre para fora e de maneira superficial, ao invés de olhar para dentro de nós mesmos. Toda situação que nos desperta algum tipo de sentimento amargo, como frustração, raiva, angústia, entre outros, é porque provavelmente nos deparamos com as nossas fragilidades. E então, nos colocamos na posição de vítima e passamos a enxergar os indivíduos envolvidos, como verdadeiros responsáveis pelas nossas dores.

Hoje eu entendo que muitas das minhas frustrações aconteceram porque na realidade, eu projetei em atitudes de pessoas aleatórias, as minhas próprias inseguranças – que nem eu sabia que ainda existiam. Se eu estivesse em harmonia comigo mesma, a carapuça não teria servido, afinal, o que as outras pessoas pensam sobre mim em diferentes aspectos, é um problema delas e não meu.

Se determinada situação causou algum tipo de incômodo, é porque algo em nós não está em equilíbrio. Eu entendo perfeitamente que os sentimentos não se curvam ao racional, mas é muito importante recuperar o mínimo da nossa consciência perguntando a nós mesmos: “por que eu estou agindo dessa forma?” Descobrir qual é a nossa parcela de responsabilidade nesse incômodo/sofrimento, é esclarecedor.

Soa até um pouco egoísta e individualista, mas a verdade é que na maioria das vezes, as pessoas sequer sabem do nosso caos interior. No dia a dia ninguém está tão interessado assim nos nossos pormenores, portanto, não podemos nos tornar tão vulneráveis, tão facilmente atingíveis e permitir que atitudes, palavras e até mesmo olhares totalmente aleatórios, destruam a nossa autoestima e a nossa paz interior.

Esse processo de busca e desenvolvimento pessoal requer uma visita minuciosa ao nosso passado, com o intuito de reconhecer nossas fragilidades e lidar diretamente com certos questionamentos camuflados e adormecidos. E isso dói. Mas eu aprendi que a dor nem sempre vem para maltratar, muitas vezes ela vem para libertar. O autoconhecimento resgata a nossa serenidade e nos possibilita encarar a vida de uma maneira mais clean, mais leve.

CONHECIMENTO E EXPERIÊNCIA CULTURAL OU ACÚMULO DE CONTEÚDO? ESTABELEÇA PRIORIDADES…

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A vida escolar da maioria dos adolescentes entre 15 e 18 anos é sem sombra de dúvidas dominada pelas palavras ENEM e VESTIBULAR. O ano aproxima-se do fim e o que mais tenho observado nas redes sociais são postagens de escolas parabenizando seus alunos por terem sido aprovados em cursos concorridíssimos em universidades consideradas “o sonho de qualquer estudante”.

Com a finalidade de propagar bons resultados no Enem e nos vestibulares, muitas escolas adotam um método de ensino com carga horária de estudos altíssima, provas, simulados e mais simulados, plantões de dúvida, aulas extras para analisar provas do Enem e vestibulares anteriores das grandes universidades e por aí vai… E isso tudo com um adicional – PRESSÃO, podendo desencadear vários problemas psicológicos como: dificuldade de aprendizagem, irritabilidade, tensão, insônia, isolamento, entre outros…

Essa pressão não é exercida somente por escolas, mas também por pais e responsáveis, e muitas vezes por status. Os jovens se prendem àquelas profissões ditas tradicionais e acabam não explorando as mais variadas opções que existem hoje em dia. Muitos cursos novos estão surgindo, porém, os adolescentes são estimulados a seguirem um padrão já estipulado. E o autoconhecimento nesse caso, fica sempre em segundo plano.

Vivemos em um mundo imediatista, onde os jovens anseiam passar no vestibular e ingressar em um curso promissor monetariamente com 16/17/18 anos, terminar com 22/23 e entrar para o mercado de trabalho. Na pressa de alcançarem seus objetivos em um piscar de olhos, acabam ficando alheios à educação cultural.

Influenciados pela teoria do imediato, muitos jovens e adolescentes acreditam que um intercâmbio de high school possa torná-los despreparados para o vestibular, ou que um gap year para realizar uma atividade diferente em outro país depois do terceiro ano, seria perda de tempo, pois teoricamente deveriam estar na universidade.

Pressão psicológica, falta de autoconhecimento e sociedade imediatista, são as principais razões pelas quais os adolescentes ingressam mais e mais cedo em universidades e na maioria das vezes, completamente perdidos. A princípio a universidade soa como uma alternativa para fugir da pressão do ensino médio, por conta disso, estudantes acabam optando por cursos que nada têm a ver com suas personalidades, mas ainda assim, seguem até o final. Resultado disso tudo: ADULTOS MAL PREPARADOS E FRUSTRADOS PROFISSIONALMENTE.

Com base nos relatos acima, gostaria de dizer aos jovens que possivelmente estiverem lendo este texto, que tudo bem se você não passar no vestibular aos 16 anos. Tudo bem se você não ingressar em uma universidade aos 17. TUDO NO SEU TEMPO! Tudo bem se você não curtir fazer Medicina, Engenharia ou Direito e preferir Artes Cênicas, Música, Design Gráfico ou Gastronomia. Não opte por um curso visando apenas o retorno financeiro, leve em conta as suas afinidades pela área, pois quando fazemos algo por prazer, o sucesso é uma consequência positiva.

Tudo bem também se você começar um curso e de repente perceber que aquela não é a sua praia… Não tem problema mudar de direção. E se mesmo depois de graduado você decidir seguir uma carreira diferente, TUDO BEM!!! Eu sou formada em Farmácia, mas dou aulas de inglês, amo viajar, conhecer novas culturas e escrever – principalmente sobre viagens.

Outra coisa muito importante e acho que todo jovem e adolescente deveria ter para si, é que muitas coisas a gente não aprende em uma sala de cursinho pré-vestibular, mas sim com os carimbos que adquirimos em nossos passaportes pelo mundo afora. Por essa razão é que incentivo os adolescentes a se interessarem por programas de intercâmbio cultural, pois digo por experiência própria que só descobri quem eu sou e do que realmente sou capaz, quando fiz meu primeiro intercâmbio. (Contei em detalhes como foi minha experiência neste post, CLIQUE AQUI PARA CONFERIR!)

Não quero de forma alguma que diretores, coordenadores e donos de escolas me interpretem mal, apenas quero que tentem visualizar seus alunos com uma vida após o Enem e os vestibulares. Talvez investir em um ensino mais construtivista possa colaborar para o sucesso em longo prazo.

É importante estabelecer uma relação de afeto durante o processo de aprendizagem, a fim de estimular os estudantes a serem capazes de reorganizar ideias e conceitos coletivamente, e não apenas acumular conteúdo como se fossem robôs programados para a obtenção de excelentes resultados em exames seletivos.

E aos pais, cabe respeitar as aptidões de seus filhos para com as diversas áreas de atuação no mercado de trabalho, e permitir que eles explorem diferentes habilidades (artística, criativa, científica, esportiva, entre outras). Esta é uma maneira de colaborar significativamente para o autoconhecimento dos jovens e adolescentes. Lembre-se que orientar é diferente de reprimir!

NÃO TENHA MEDO DE ANDAR SOZINHO (A)…

Destinos, paisagens, sabores, sensações, idiomas, culturas, vivências, histórias, desafios, aprendizado… Já imaginou conquistar tudo isso em ótima companhia? – A SUA PRÓPRIA COMPANHIA! Não? Pois então meu amigo, VOCÊ NÃO SABE O QUE ESTÁ PERDENDO!!!

Eu sei que experiência é algo muito particular e às vezes o que é bom para mim, não é tão bom assim para você, mas acho que uma viagem é quase sempre uma ótima ideia, não é mesmo? Existem vários tipos de viagem, em família, com amigos (e aí a diversão é garantida!) e até aquela viagem CONSIGO MESMO (A)… Sim, no post de hoje vamos falar sobre VIAJAR SOZINHO (A)! Há um tempo, escrevi sobre como o meu intercâmbio repercutiu positivamente na minha vida e hoje vou tentar mostrar que ter embarcado nessa sozinha me fez enxergar o mundo com outros olhos.

Viajar com a galera é ótimo, afinal, todos se conhecem e os bons momentos, bem como os contratempos, são sempre compartilhados e isso tudo ainda rende boas histórias para serem contadas aos filhos um dia! Em contrapartida, uma viagem solo, pode ser uma das melhores experiências da vida de um ser humano…  Viajar sozinho é uma arte, que nos permite viver tudo nos mínimos detalhes, desafiando todos os medos e inseguranças.

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AUTOCONHECIMENTO                                     

Quando viajamos sozinhos podemos explorar nossas próprias personalidades e descobrimos que temos muito menos medo do que imaginávamos. Aprendemos a andar com as nossas próprias pernas meio que na marra, pois temos que lidar com habilidades que nem sabíamos que tínhamos… Pronto, oportunidade única para renovar nosso estado de espírito, recarregar as energias e ampliar todas as perspectivas!

Esse é um convite irrecusável para deixar de lado o medo de tudo, nos permitir viver todas as sensações e perceber que muitos dos obstáculos foram plantados por nós mesmos em nossos caminhos…

AMIZADES

Viajar sozinho não significa solidão, muito pelo contrário… Quando viajamos com amigos ou familiares, a tendência é resistir a novas amizades por comodismo. Já nos conhecemos, falamos o mesmo idioma e curtimos mais ou menos as mesmas coisas.

Quando estamos sozinhos, ficamos mais vulneráveis e os laços entre pessoas de diferentes culturas, países, regiões e até crenças, são absolutamente naturais e muitas vezes, são essas amizades que proporcionam os melhores momentos da viagem.

PERSPECTIVAS, SONHOS E PLANOS

Quando embarquei para NY (recém-formada em Farmácia), eu tinha uma meta e na minha cabeça, estava tudo muito bem arquitetado, mas a vida se encarregou de mudar todos os meus objetivos de forma significativa. (Mas não pense você que isso aconteceu de repente…)

Aprendi a exercer o hábito de tentar encontrar o que realmente me faz feliz. Descobri que amo viajar, falar outros idiomas, aprender sobre outras culturas, experimentar novos sabores, conhecer pessoas e, sobretudo, aprendi a ampliar meus horizontes e passei a encarar todas as possibilidades como uma oportunidade! É impressionante como a  vivência pode mudar a nossa vida…

ENCONTRAR O SEU ESPAÇO LONGE DA SUA ZONA DE CONFORTO

Viver longe da nossa zona de conforto é um desafio à parte e esse foi um dos maiores aprendizados! Mesmos lugares, mesmas pessoas, mesmas comidas e… ROTINA, COMODISMO! Entretanto, só conseguimos descobrir quem somos de verdade, quando nos damos uma chance para tal – e isso vale para qualquer coisa na vida! Minha paixão por viagens nasceu justamente da necessidade de superar barreiras e saber aonde sou capaz de chegar…

TEMOS MUITO QUE APRENDER COM O MUNDO

Viajar é uma das melhores coisas do mundo, mas viajar, explorar e aprender sozinho, nos faz pensar, “CARAMBA, EU VIVI ISSO MESMO?” É a chance de conhecer mais sobre nós mesmos, superar obstáculos, experimentar outras culturas nos livrar dos mais incoerentes preconceitos e viver outras vidas!

Do alto do Empire State Building e com Nova York bombando aos meus pés, me dei conta do quão grandiosa aquela experiência era e naquele momento a minha única reação foi… Fechar os olhos e agradecer imensamente a oportunidade de estar ali, tão longe dos meus e ao mesmo tempo tão próxima a mim.

NYC