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TATUEI…

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Viajar se tornou a maior oportunidade da minha vida nos últimos anos. Encontrei outras paisagens, outras culturas, outros gostos, outros costumes, outras vidas e outros mundos. Viajo frequentemente no tempo e nas experiências que vivi, e essas experiências se tornaram guias que me encorajam e me fazem ir, permitindo que minha mente, minha alma e meu coração pulsem em ritmos acelerados e em completa sintonia.

A meu ver, o avião é a materialização do real significado das palavras liberdade, impulso e direção. Liberdade dos conceitos e pré-conceitos, liberdade para vivenciar algo incrivelmente exótico, mas que para um outro alguém em algum lugar, pode ser totalmente trivial. O avião me proporcionou o impulso e a coragem de enfrentar a maior e mais desafiadora fronteira da minha vida: O MEU MEDO de sair da zona de conforto, de tentar, de cair, de recomeçar e de aprender. Encontro em cada embarque uma direção, cuja trajetória pode apresentar algumas turbulências, mas uma vez que eu decido decolar, não posso simplesmente desistir do voo ao me deparar com uma tempestade, preciso encontrar o equilíbrio e seguir em frente.

O avião transforma todas as minhas imaginações em grandes descobertas, pois me transporta fisicamente para os meus maiores sonhos… Me faz pisar em solo e enxergar tudo com os meus próprios olhos. Durante muito tempo eu tive um medo absurdo de avião (e ainda tenho haha), mas o medo que sentia quando criança me fazia chorar de desespero até mesmo por causa de um avião de brinquedo que ganhei do meu pai… Ironia da vida, pois hoje, os embarques e os desembarques desbancam e atenuam todas as minhas inseguranças.

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Toda vez que olho para a minha tatuagem, lembro-me de me conectar com todos os meus sonhos e por mais que eu tenha consciência da impermanência das coisas, não devo jamais me auto-sabotar e subestimar a minha capacidade de viver com a mente desperta para criar e recriar a minha realidade. Quero apreciar tudo minuciosamente, aqui, e lá do outro lado do mundo, mesmo que um pouco desse “tudo” seja adversidade, que com certeza me transforma em um novo ser, capaz de agarrar a vida com força, pois querer é o bastante para tentar, tentar, tentar e tentar, incessantemente.

Quero sair da zona de conforto, conhecer o mundo, os diversos mundos e o meu próprio mundo. Com céu de brigadeiro ou com turbulências, quero antes de mais nada acreditar de verdade que eu mereço a realização de todos os meus sonhos, até mesmo daqueles mais mirabolantes… E então abraçá-los fortemente e dizer: Sejam muito bem-vindos a essa viagem e espero que ela tenha tudo a ver com o que eu realmente busco.

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 “AS ASAS DA ALMA SE CHAMAM CORAGEM. CORAGEM NÃO É A AUSÊNCIA DO MEDO. É LANÇAR-SE, A DESPEITO DO MEDO.”

10 LIÇÕES E ALGUNS DESTINOS

Dias atrás eu estava tentando listar mentalmente, alguns legados que passei a carregar comigo depois de visitar certos lugares e viver experiências culturais. Resolvi então reunir todos esses pensamentos em um texto, pois assim eu consigo sistematizar minhas ideias. Vamos começar?

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1 – Acho que o primeiro grande aprendizado que tirei de uma viagem, foi durante um cruzeiro que fiz em Janeiro de 2011, cujo roteiro incluía visitar Buenos Aires e Punta Del Este. Essa foi a primeira vez que viajei para fora do país e além de conhecer lugares, pude também conhecer diversas culturas, pois os tripulantes vinham de todas as partes do mundo e falavam qualquer idioma, menos Português. Foi durante essa viagem que eu percebi que existia um mundo gigante fora da minha bolha e que não seria uma má ideia começar a explorá-lo aos pouquinhos.

2 –  Em Boston eu entendi a importância das coisas mais simples da vida. O café da tarde na casa dos meus avós. O almoço de domingo em família. As conversas com os amigos. A presença física dos meus pais em todos os momentos, mas principalmente nas horas de aperto. Um abraço acolhedor e uma mão para segurar quando a estrada estivesse escorregadia… Sempre me considerei uma pessoa independente sentimentalmente falando, mas foi longe disso tudo, que me descobri muito mais apegada do que pensava.

3 –  Em Nova York eu aprendi que tudo bem se os meus planos iniciais tomarem rumos diferentes ao longo do tempo. Não tem como planejar minuciosamente o futuro, me privar de correr riscos e não me deparar com o inusitado em alguns momentos. Foi justamente o inusitado que me fez enxergar tudo a minha volta com olhos curiosos e dispostos a seguir em frente sem muito medo do mundo. Sem medo de sonhar alto.

4 – Ainda em Nova York, eu aprendi que pode ser que os meus sonhos me levem para longe das pessoas que mais amo na vida, porém, não existe distância para a  veracidade dos sentimentos que nos unem. O meu porto seguro sempre estará no meu coração.

5 – Londres me ensinou que quem converte é prevenido e pode se divertir muito! Viajar através dos meus próprios recursos, administrar os meus gastos respeitando a minha realidade e ao mesmo tempo viver experiências e conhecer lugares de tirar o fôlego, me fez entender que não existe limite para realizar sonhos.

6 – O meu único dia em Oxford me fez reconhecer que enfrentar os perrengues com uma galera torna a viagem ainda mais especial. A tempestade que enfrentamos na fila de entrada para o Christ Church University (um dos colleges da Universidade de Oxford), leva o título de um dos momentos mais bizarros de toda a viagem. Essa se tornou uma história muito nossa e somente nós conseguimos chorar de tanto rir do nosso desespero.

7 –  Eu aprendi muitas coisas  relacionadas aos aspectos culturais presentes no dia a dia da capital francesa, inclusive compilei todos esses aprendizados em um post – clique aqui para conferir. No geral, eu aprendi com os parisienses que não é obrigatório, porém simpático por parte dos turistas, ter na ponta da língua pelo menos o básico do vocabulário local e aplicá-lo vez ou outra em conversas aleatórias com os nativos.

8 – Em Amsterdam, a tolerância em questões como drogas, sexo, religião e liberdades individuais quebra tabus, fazendo com que assuntos de relevância social se integrem naturalmente à cultura da capital holandesa. Sendo assim, aprendi que a evolução humana na prática, é a capacidade que temos de conviver com as infinitas verdades de maneira flexível e cristalina.

9 – Em Toronto eu percebi que sozinha ou em grupo, tanto faz, contanto que eu viaje e viva experiências longe da minha zona de conforto. Eu tive muita convicção do meu desejo incontrolável de ir – para qualquer lugar, mas ir, explorar, experimentar, ver com os meus próprios olhos, aprender e viver.

10 – Por fim, reservo este espaço para todas as experiências que ainda não tive, todos os lugares que ainda não visitei, todas as pessoas que ainda não encontrei e todas as lições que ainda não aprendi. E que isso seja apenas uma questão de tempo…

“INCOMODOU, DOEU? LEVA PARA CASA QUE É TEU!”

“INCOMODOU, DOEU? LEVA PARA CASA QUE É TEU.” – Ouvi essa frase pela primeira vez em um vídeo que assisti casualmente há uns meses no canal da Flávia Melissa. Flávia é Psicóloga, pós-graduada em Acupuntura e em 2010, se mudou para Xangai e mergulhou nos ensinamentos da encantadora Medicina Chinesa. Atualmente produz e compartilha conteúdo motivacional online sobre desenvolvimento humano. Saiba mais em www.flaviamelissa.com.br

Engraçado que essa frase não me fez muito sentido a princípio e eu só consegui entender a essência dela, durante as sessões de CoachIng que tive com a Carol Herr, do canal Cajuína e Frevo. Após uma fase de desequilíbrio emocional, percebi que precisava de ajuda para tentar reorganizar os meus pensamentos e a Carol foi fundamental nesse processo de busca e cura pessoal e emocional.

Quando assumimos essa busca por nós mesmos, entramos em contato com fraquezas que por algum motivo foram cultivadas ao longo da nossa vida. Essas fraquezas apenas foram deixadas no modo silencioso em algum cantinho da nossa existência, entretanto, nunca foram superadas de fato e então, nossos ouvidos se tornam cristais frágeis.

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Muitas vezes temos o nosso interior fragmentado e acabamos projetando nas outras pessoas os nossos próprios conflitos pessoais. Insistimos em olhar sempre para fora e de maneira superficial, ao invés de olhar para dentro de nós mesmos. Toda situação que nos desperta algum tipo de sentimento amargo, como frustração, raiva, angústia, entre outros, é porque provavelmente nos deparamos com as nossas fragilidades. E então, nos colocamos na posição de vítima e passamos a enxergar os indivíduos envolvidos, como verdadeiros responsáveis pelas nossas dores.

Hoje eu entendo que muitas das minhas frustrações aconteceram porque na realidade, eu projetei em atitudes de pessoas aleatórias, as minhas próprias inseguranças – que nem eu sabia que ainda existiam. Se eu estivesse em harmonia comigo mesma, a carapuça não teria servido, afinal, o que as outras pessoas pensam sobre mim em diferentes aspectos, é um problema delas e não meu.

Se determinada situação causou algum tipo de incômodo, é porque algo em nós não está em equilíbrio. Eu entendo perfeitamente que os sentimentos não se curvam ao racional, mas é muito importante recuperar o mínimo da nossa consciência perguntando a nós mesmos: “por que eu estou agindo dessa forma?” Descobrir qual é a nossa parcela de responsabilidade nesse incômodo/sofrimento, é esclarecedor.

Soa até um pouco egoísta e individualista, mas a verdade é que na maioria das vezes, as pessoas sequer sabem do nosso caos interior. No dia a dia ninguém está tão interessado assim nos nossos pormenores, portanto, não podemos nos tornar tão vulneráveis, tão facilmente atingíveis e permitir que atitudes, palavras e até mesmo olhares totalmente aleatórios, destruam a nossa autoestima e a nossa paz interior.

Esse processo de busca e desenvolvimento pessoal requer uma visita minuciosa ao nosso passado, com o intuito de reconhecer nossas fragilidades e lidar diretamente com certos questionamentos camuflados e adormecidos. E isso dói. Mas eu aprendi que a dor nem sempre vem para maltratar, muitas vezes ela vem para libertar. O autoconhecimento resgata a nossa serenidade e nos possibilita encarar a vida de uma maneira mais clean, mais leve.

“QUAL A SUA PRINCIPAL META NA VIDA?”

Estava assistindo ao último vídeo da Carol do canal Cajuína e Frevo (sigam essa mulher, ela é incrível) e me senti inspirada a escrever sobre algo que uma pessoa me perguntou alguns dias atrás. “QUAL A SUA PRINCIPAL META NA VIDA?”

Quando me deparei com essa pergunta, lembrei da música Pretty Hurts da Beyoncé e o quanto ela se questionou ao responder a pergunta: “What’s your aspiration in life?” O clipe é maravilhoso e tem todo um contexto e uma mensagem a ser refletida. (clique aqui caso queira assistir). O fato é que o meu mundo caiu quando me vi na obrigação de responder em 3,2,1 qual era a minha maior meta na vida. Eu estava toda confusa, porém me sentindo a Beyoncé – Diva – e isso é o que importa, não é mesmo? Haha.

A Carol do canal Cajuína e Frevo começou o vídeo falando que a meta dela para 2016 é continuar sendo uma pessoa “sem metas” – no sentido de não ter a necessidade de colocar tudo em planilhas e estipular prazos, mas simplesmente seguir o coração e a intuição. Quando ouvi isso, tive vontade de mandar um áudio no WhatsApp dela (como se eu fosse íntima a esse ponto), dizendo: “Amigaaaa, também sou dessas!”

Devaneios à parte… Eu já fui sim o tipo de pessoa que gostava de tudo na planilha, com prazos e tudo mais, entretanto, não conquistei absolutamente nada daquilo que me sentia na obrigação de conquistar. Sabe por quê? Simplesmente porque quando nos obrigamos a seguir um determinado caminho, fechamos a nossa mente para as outras possíveis oportunidades em outras direções.

Aprendi a estabelecer metas e ao mesmo tempo me permitir sair da rotina. Meus objetivos são moldados de acordo com a minha realidade atual, considerando todas as possíveis mudanças… Não quero que ninguém me interprete mal e acabe pensando que isso me torna uma pessoa sem foco, muito pelo contrário… Me sinto livre para experimentar diferentes sensações. Este é o meu ponto de vista e se você concorda comigo ou não, VOCÊ DECIDE!

Pois bem, no momento em que a pessoa me perguntou sobre minha principal meta, pensei por alguns segundos e na hora lembrei da resposta que a mãe de Elizabeth Gilbert do livro/filme Eat, Pray and Love, para a seguinte pergunta: “Mom, when did you accept the life you have? (Mãe, quando você aceitou a vida que você tem?) “OH DEAR, I’M ALWAYS LOOKING FOR SOMENTHING…” (OH QUERIDA, EU ESTOU SEMPRE PROCURANDO POR ALGO…)

Foi exatamente essa a resposta que eu dei. Lembrei de uma música aqui, um filme ali e finalmente encontrei argumentos que fossem capazes de sustentar o meu raciocínio. Não sei se foi a resposta que a pessoa esperava ouvir, mas juro que fui o mais sincera possível, afinal, fingir ser algo que não sou é bem pior, certo? CERTO!

Eu já me reconstruí várias vezes e a primeira vez que percebi que isso aconteceu, foi durante meu primeiro intercâmbio e logo em seguida, com a morte do meu avô em 2012. Percebi que essa reconstrução aconteceu de maneira totalmente pessoal, pois durante o intercâmbio pude me autoconhecer, superei vários obstáculos e já no Brasil, depois de perder meu avô, tive que tirar forças de onde nunca achei que tivesse para lidar com a presença da ausência.

Depois tive que me reconstruir profissionalmente, afinal, sou uma Farmacêutica não atuante que um dia sonhou em fazer mestrado e doutorado em Química Farmacêutica na Harvard. (ACREDITEM!) Atualmente dou aulas de inglês, amo viajar pelo mundo e estar em contato com culturas diferentes, e ainda brinco de ser blogueira escrevendo sobre viagens, pensamentos e sentimentos aleatórios.

Acima de tudo eu estou sempre tentando ser o melhor possível, pessoalmente, profissionalmente, espiritualmente, a fim de sair da minha zona de conforto e aprender algo novo em todos os aspectos.  Meu coração, mente e alma estão totalmente abertos para novas possíveis reconstruções e assim, vou sonhando e estabelecendo as minhas metas conforme o meu momento presente, tentando transmitir o meu melhor a mim mesma e aos que me cercam.

Não precisamos obrigatoriamente seguir protocolos, acho que o mais importante é tentar fazer coisas e descobrir o que nos traz felicidade nas diferentes fases da vida. Qualquer esforço é melhor do que nenhum esforço. ACREDITA E VAI!

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POR QUE EU ESCREVO?

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Quem me conhece ou me acompanha aqui no blog e nas redes sociais, sabe que tenho usado a escrita como ferramenta ideal para reviver momentos incríveis, sonhar com o inusitado e inspirar outras pessoas… Lendo os posts da Stephanie Noelle do blog Chez Noelle, me deparei com um texto bem interessante – que a meu ver pode até ser considerado um tipo de tag. POR QUE EU ESCREVO? Boa leitura…

O que eu ando escrevendo?

Minha maior paixão é viajar e conhecer culturas diferentes, por essa razão, encontrei nas palavras a oportunidade perfeita para contar um pouquinho do que me proponho a aprender sobre o mundo através das minhas viagens e deste modo compartilho minhas experiências com alguém mais.

Embora o foco maior seja escrever sobre viagens, a escrita me proporciona a oportunidade de estar em contato com os meus sentimentos de uma maneira bem mais íntima, portanto aproveito este espaço para também compartilhar textos sobre comportamento. Ter um foco não significa que temos a obrigação de viver apenas em função daquilo, é importante trilhar outros caminhos para conhecer nossas próprias habilidades.

Como minha escrita se diferencia de outras no gênero?

Pra ser bem sincera, não acho que minha escrita tenha um grande diferencial. O meu blog é um blog de viagem, mas com um estilo diarinho, entende? Não costumo dar muitas dicas técnicas (valores exatos, documentação, roteiros e coisas do tipo), costumo compartilhar minhas experiências e relatá-las através do meu ponto de vista, o que torna a minha escrita mais pessoal.

O que me preocupa bastante é a fidedignidade do conteúdo que compartilho. Antes de começar a escrever, faço uma pesquisa minuciosa sobre o tema e com isso adquiro conhecimento. Outra coisa que tomo muito cuidado é com questões gramaticais –  novas regras, evitar repetição de palavras, pontuação e acentuação de forma correta e por aí vai…

Por que eu escrevo?

Sempre gostei de escrever sobre qualquer coisa e as aulas de redação na escola eram as minhas preferidas, mas por imaturidade da minha parte nunca havia explorado esse hobby.  Há pouco mais de um ano, passei por um momento meio “down” e ao invés de ficar lamentando por aquilo que não havia alcançado, tentei encontrar algo que eu gostasse de fazer e que ocupasse minha mente de uma forma positiva. ESCREVER SOBRE VIAGENS!

Como já disse anteriormente, escrever sobre viagens me faz reviver momentos incríveis, me motiva a pensar nos próximos destinos e refletir sobre meus sonhos e metas. Além disso, percebi que tenho despertado em outras pessoas a curiosidade de descobrir algo inusitado longe da tal zona de conforto.

Como eu escrevo?

Geralmente costumo anotar minhas ideias de posts em um aplicativo do celular que serve como um bloquinho de notas. Para escrever de fato, gosto de estar no meu quarto de porta fechada, sentada na cama com o computador apoiado em uma almofada no meu colo (eu sei que minhas costas não aprovam isso) e de preferência à noite. É durante a madrugada que consigo organizar melhor meus pensamentos e inspirações.

Tenho o hábito de escrever tudo primeiro no Word para depois passar para o WordPress. Adiciono as devidas imagens e então peço para que minha mãe leia e corrija possíveis erros (agradecimentos especiais a minha mãe que nunca se negou a ler um post sequer). Gosto de escrever à mão também e apesar de a minha letra não ser lá das melhores, acho que isso evidencia não somente a minha, mas a nossa personalidade.

Tenho tentado escrever meus posts com antecedência e deixá-los agendados para os dias que pretendo publicá-los, desta forma consigo evitar certos contratempos e sempre disponibilizar conteúdo novo no blog. Entretanto, confesso que essa tática não tem surtido muito efeito, mas estamos em processo de execução. Rsrs…

Como eu supero bloqueios criativos?

Por incrível que pareça, costumo ter bloqueios criativos quando tenho muitas ideias ao mesmo tempo (contraditório? Talvez…) Isso aconteceu recentemente quando voltei de Toronto, pois tinha tantas coisas legais para escrever que meu cérebro simplesmente travou e eu não conseguia estruturar meus pensamentos e dar lógica aos temas. Não tive alternativa, apenas dei um tempinho para mim mesma e pronto, problema resolvido!

Depois que criei o blog, a escrita passou a ocupar boa parte do tempo que eu teria livre. De tanto lidar com as palavras e exigir o máximo da minha criatividade, chega um momento que o bloqueio é inevitável. Entre um desespero e outro achando que nunca mais seria capaz de escrever novamente, percebi que olhar fotos me ajuda a dar sentido aos meus pensamentos e isso acelera significativamente o processo de desbloqueio criativo… Fotos de viagens, fotos antigas, recentes, fotos de outros blogs, enfim, fotos…

A escrita sempre soou como algo libertador para mim, pois gosto de brincar com as palavras e criar conteúdos. Escrevo sobre viagens, sobre comportamento, no Twitter, em legendas de fotos no Instagram e Facebook, cartas, frases em bloquinhos de anotações… GOSTO DE ESCREVER… E lá no fundo do meu coração tem uma voz me dizendo a todo momento: “É a escrita que vai me ajudar a chegar exatamente onde estão os meus maiores sonhos.”

RELAÇÃO ENTRE TEMPO E SONHOS

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Os sonhos podem ser definidos como um conjunto de imagens e situações fortemente desejadas, porém, não idealizadas… Enquanto que tempo, é o período em que os eventos acontecem, criando a ideia de presente, passado e futuro. Nossos sonhos e o tempo que nos ”resta”, estão interligados – e na maioria das vezes de forma contraditória.

Sempre tentamos administrar a realização dos nossos sonhos em um espaço de tempo, que de certa forma é imposto pelos padrões existentes na sociedade em que vivemos. Por essa razão, vivemos falando: “não tenho mais tempo para fazer isso, ou aquilo”… Mas, e o nosso tempo de fato?

Acabamos nos esquecendo de que cada indivíduo tem um reloginho próprio e tentar escrever a nossa história tendo como base a história dos outros é o maior erro que cometemos, e infelizmente, fazemos isso inconscientemente quase que o tempo todo. Na pressa de tentar alcançar a felicidade em tempo recorde, acabamos nos perdendo e isso nos proporciona a sensação de possuir uma grande aflição.

Nossos sonhos são alimentados por desejos e expectativas de possuir ou alcançar algo e isso não é ruim.  Entretanto, essa palavra “desejo” é um tanto que perigosa, pois assumir nossas vontades requer um toque de maturidade e seriedade. E quando nossos desejos e expectativas começam a demonstrar sinais de possibilidade, várias dúvidas se esparramam no meio do caminho e acabam ocupando o nosso tempo… O tempo que supostamente seria utilizado para transformar sonhos em realidade.

É engraçado, porque às vezes vivemos muito mais nas nossas expectativas e nas coisas que imaginamos, do que na realidade, no sentido material mesmo, entende? Nossos pensamentos voam em direção aos nossos maiores desejos e então, nos prendemos a uma vida imaginária, pois nosso corpo é tímido demais para alcançar nossos anseios… E isso é um escape traiçoeiro, pois o tempo passa e chega uma hora, que o nosso tempo acaba.

Devemos admitir que nossos sonhos se perdem no tempo pelo simples fato de sonharmos absurdamente alto. Ok, confesso que tenho lá os meus devaneios, mas tenho tentado trazer um pouco de lucidez para os meus sonhos, a fim de torná-los plausíveis. E essa tem sido uma técnica e tanto!

O termo “lucidez” não significa que devemos desistir dos nossos objetivos, mas se tentarmos dividi-los em frações com o intuito de simplificá-los, talvez consigamos encurtar o caminho para alcançar a realização… Encontrar o equilíbrio entre o nosso relógio pessoal e a dimensão dos sonhos nos ensina a otimizar nosso tempo e talvez, esse seja o passaporte para sairmos daquele ‘quase sempre nada’. O fato é que essa sensação de que sempre tem algo que nos faça estacionar, se origina devido às pequenas oportunidades que negamos a nós mesmos.

Sempre há tempo de correr atrás dos nossos sonhos quando somos honestos com as nossas ambições, porém, de nada servem nossas ambições se não tivermos as intenções definidas. Contudo, nossas intenções tomam rumos alternados com o passar do tempo e com isso, nossos planos e sonhos mudam, e é natural que certos encantos sejam efêmeros, pois nós estamos em constante mutação… O que é primordial hoje, amanhã pode não fazer sentido algum e virar uma página nem sempre significa desistir de persistir, mas sim amadurecer e idealizar de uma vez por todas…

Vou confessar que não sou uma pessoa muito bem resolvida com os meus sonhos e o meu tempo. Essa que vos escreve é apenas mais uma no meio dessa multidão, que quase faz o que quer e que quase tem algo que poderia ter, mas simplesmente não tem… E que corre como uma louca em busca de algo que possa fazer com prazer e deixar rastros de saudade… Mas falta sempre muito pouco… (Sim, me inspirei na música ‘O Lado Escuro da Lua’ da banda Capital Inicial para finalizar esse post).

SENTIMENTOS CONTRADITÓRIOS NO AEROPORTO

up in the air

O dicionário define a palavra aeroporto como um conjunto de instalações preparadas para o tráfego das linhas de transportes aéreos, mas na prática, o aeroporto é o espaço que divide a vontade de abraçar o mundo e o receio de deixar tudo para trás, sonhos e realidade, encontros e despedidas… É uma fábrica de sentimentos variados, mas é exatamente entre o embarque e o desembarque que todos esses sentimentos se encontram e se transformam em um só… SAUDADE… E já digo de antemão, o tamanho dela não é nem um pouco proporcional ao tamanho e ao fluxo do aeroporto, afinal, saudade é saudade em qualquer lugar do mundo e isso não se mede, nem se compara.

O programa Chegadas e Partidas comandado por Astrid Fontenelle no GNT, apresenta com muita propriedade as mais variadas emoções sentidas por pessoas que por algum motivo circulam o Aeroporto Internacional de Guarulhos e eu, não perco um episódio sequer.

Estive semana passada no Aeroporto Internacional de Campo Grande (MS) e me deparei com duas cenas no mínimo emocionantes. A primeira delas foi quando uma menininha de no máximo três anos, esperava ansiosamente o pai e quando ele finalmente apontou no terminal de desembarque, ela simplesmente passou por baixo da proteção e correu gritando PAPAI, PAPAI PAPAI!!!!… Pulou em seu colo e o abraçou fortemente… Minutos depois, sentada em uma cadeira, de frente para uma parede de vidro assistindo a decolagem dos aviões, observei que do meu lado esquerdo, uma senhora chorava incontrolavelmente, porém silenciosamente, fiquei analisando aquela cena e por mais que eu não soubesse o motivo de tamanha tristeza, meu coração entendeu como o choro de uma despedida sem a possibilidade de um reencontro…

Foi impossível não sentir a alegria da criança e a dor da mulher chorando baixinho. Não conheço aquelas pessoas, mas elas me fizeram pensar nas diversas sensações que vivenciamos em um aeroporto e me inspiraram a escrever esse post sentimental.

PARA QUEM PARTE…

Para quem parte, o aeroporto transmite uma mistura maluca de sensações… Junto ao passaporte, cartão de embarque e bagagens, seguem sentimentos… A expectativa de conhecer ou retornar a um lugar especial e a ansiedade por iniciar uma nova etapa se confunde com a dor do último abraço, do último beijo, dos últimos olhares… Por mais que o reencontro tenha data e horário definido, a dor de deixar para trás quem amamos é indescritível.

PARA QUEM FICA…

O relógio é o grande vilão em uma despedida… Uma hora se transforma em um segundo e o desejo de parar o tempo no último abraço é inevitável. De repente todas as indiferenças ficam de lado e o único sentimento que reina naquele momento é a dor da saudade antecipada… Os olhares se cruzam e as lágrimas expressam a insegurança de deixar partir quem mais amamos e a crueldade daquela curvinha para o embarque é imensurável, pois é ali que capturamos a última imagem e quando a pessoa “desaparece” a sensação é que perdemos o controle de tudo, mas na realidade, nós NUNCA tivemos o controle de nada na vida….

PARA QUEM ESPERA…    

O sentimento de quem fica é totalmente inverso ao de quem aguarda alguém especial. A ansiedade pelo reencontro faz com que os ponteiros do relógio se paralisem e o tempo custe a passar. O movimento e os sons são inexistentes e a única coisa que importa é a chegada da pessoa esperada. Os abraços apertados simbolizam a alegria dos reencontros…

chegada

O movimento intenso 24h, correria para não perder o voo, os sons dos alto falantes, as turbinas dos aviões que decolam e aterrissam a todo momento, os painéis informativos… Tudo isso marca a rotina diária dos aeroportos, mas nas entrelinhas, é de AMOR e SAUDADE que se mantém um aeroporto. É entre um encontro e uma despedida que abandonamos a nossa vestimenta de ferro e demonstramos o quanto amamos alguém, e então começa a contagem regressiva para o reencontro, tanto para quem vai, quanto para quem fica, afinal, segundo a música ‘Cartão Postal’, O ADEUS TRAZ A ESPERANÇA ESCONDIDA…

  

NÃO TENHA MEDO DE ANDAR SOZINHO (A)…

Destinos, paisagens, sabores, sensações, idiomas, culturas, vivências, histórias, desafios, aprendizado… Já imaginou conquistar tudo isso em ótima companhia? – A SUA PRÓPRIA COMPANHIA! Não? Pois então meu amigo, VOCÊ NÃO SABE O QUE ESTÁ PERDENDO!!!

Eu sei que experiência é algo muito particular e às vezes o que é bom para mim, não é tão bom assim para você, mas acho que uma viagem é quase sempre uma ótima ideia, não é mesmo? Existem vários tipos de viagem, em família, com amigos (e aí a diversão é garantida!) e até aquela viagem CONSIGO MESMO (A)… Sim, no post de hoje vamos falar sobre VIAJAR SOZINHO (A)! Há um tempo, escrevi sobre como o meu intercâmbio repercutiu positivamente na minha vida e hoje vou tentar mostrar que ter embarcado nessa sozinha me fez enxergar o mundo com outros olhos.

Viajar com a galera é ótimo, afinal, todos se conhecem e os bons momentos, bem como os contratempos, são sempre compartilhados e isso tudo ainda rende boas histórias para serem contadas aos filhos um dia! Em contrapartida, uma viagem solo, pode ser uma das melhores experiências da vida de um ser humano…  Viajar sozinho é uma arte, que nos permite viver tudo nos mínimos detalhes, desafiando todos os medos e inseguranças.

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AUTOCONHECIMENTO                                     

Quando viajamos sozinhos podemos explorar nossas próprias personalidades e descobrimos que temos muito menos medo do que imaginávamos. Aprendemos a andar com as nossas próprias pernas meio que na marra, pois temos que lidar com habilidades que nem sabíamos que tínhamos… Pronto, oportunidade única para renovar nosso estado de espírito, recarregar as energias e ampliar todas as perspectivas!

Esse é um convite irrecusável para deixar de lado o medo de tudo, nos permitir viver todas as sensações e perceber que muitos dos obstáculos foram plantados por nós mesmos em nossos caminhos…

AMIZADES

Viajar sozinho não significa solidão, muito pelo contrário… Quando viajamos com amigos ou familiares, a tendência é resistir a novas amizades por comodismo. Já nos conhecemos, falamos o mesmo idioma e curtimos mais ou menos as mesmas coisas.

Quando estamos sozinhos, ficamos mais vulneráveis e os laços entre pessoas de diferentes culturas, países, regiões e até crenças, são absolutamente naturais e muitas vezes, são essas amizades que proporcionam os melhores momentos da viagem.

PERSPECTIVAS, SONHOS E PLANOS

Quando embarquei para NY (recém-formada em Farmácia), eu tinha uma meta e na minha cabeça, estava tudo muito bem arquitetado, mas a vida se encarregou de mudar todos os meus objetivos de forma significativa. (Mas não pense você que isso aconteceu de repente…)

Aprendi a exercer o hábito de tentar encontrar o que realmente me faz feliz. Descobri que amo viajar, falar outros idiomas, aprender sobre outras culturas, experimentar novos sabores, conhecer pessoas e, sobretudo, aprendi a ampliar meus horizontes e passei a encarar todas as possibilidades como uma oportunidade! É impressionante como a  vivência pode mudar a nossa vida…

ENCONTRAR O SEU ESPAÇO LONGE DA SUA ZONA DE CONFORTO

Viver longe da nossa zona de conforto é um desafio à parte e esse foi um dos maiores aprendizados! Mesmos lugares, mesmas pessoas, mesmas comidas e… ROTINA, COMODISMO! Entretanto, só conseguimos descobrir quem somos de verdade, quando nos damos uma chance para tal – e isso vale para qualquer coisa na vida! Minha paixão por viagens nasceu justamente da necessidade de superar barreiras e saber aonde sou capaz de chegar…

TEMOS MUITO QUE APRENDER COM O MUNDO

Viajar é uma das melhores coisas do mundo, mas viajar, explorar e aprender sozinho, nos faz pensar, “CARAMBA, EU VIVI ISSO MESMO?” É a chance de conhecer mais sobre nós mesmos, superar obstáculos, experimentar outras culturas nos livrar dos mais incoerentes preconceitos e viver outras vidas!

Do alto do Empire State Building e com Nova York bombando aos meus pés, me dei conta do quão grandiosa aquela experiência era e naquele momento a minha única reação foi… Fechar os olhos e agradecer imensamente a oportunidade de estar ali, tão longe dos meus e ao mesmo tempo tão próxima a mim.

NYC

TOP 5 DESTINOS QUE ESTÃO NA MINHA WISH LIST PARA 2015

Amor incondicional por viagens, culturas, lugares, idiomas, paisagens, comidas, quem não né? Eu amo muito tudo isso e sempre estou planejando uma viagem… Passo boa parte dos meus dias pensando nos próximos destinos, quais lugares quero conhecer, o que quero fazer, comer, fotografar e escrever para compartilhar com vocês. Na realidade, esses meus planos não têm data certa para se concretizarem, eu literalmente viajo, viajo, viajo (Rsrs)…  

 

Por mais que a gente tente fugir, não adianta, fim de ano é sempre um ótimo momento para sonhar, planejar e traçar metas para o futuro, sendo assim, resolvi fazer o meu top 5 lugares que gostaria de conhecer em 2015….

 

5 – VIENA – ÁUSTRIA

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Devo confessar que vivo ‘stalkeando’ (no melhor sentido, claro!) a Fernanda Duarte, uma comissária de bordo que vive voando pelo céu do mundo inteiro e compartilhando com a gente suas experiências em seu blog (ms. voyage) e no instagram. Fernanda escreveu um post sobre o clima meio antiqué que toma conta da cidade, enquanto estava sentada em um dos vários cafés delgados espalhados pela capital austríaca. Ela escreveu com tanta propriedade e riqueza de detalhes que eu me senti exatamente onde ela estava e então, decidi: PRECISO CONHECER VIENA!

 

4 – GENEBRA – SUÍÇA

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Durante o meu intercâmbio em NY, eu tive o imenso prazer de dividir quarto com uma simpática suíça, a Camille. Eu nunca tinha sonhado em um dia conhecer a Suíça, mas a convivência com ela me influenciou a não somente querer visitar a cidade e o país onde ela mora, mas também a aprender o idioma falado por lá, o Francês. Ok, eu não falo lá grandes coisas, mas eu estudei um pouquinho e consigo me virar (acho rsrs) Enfim, a Camille foi a grande responsável por Genebra estar no meu Top 5 destinos dos sonhos! PS: Essa foto foi tirada por ela e enviada via whatsapp  :))

 

3 – WALT DISNEY WORLD

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Qual criança nunca sonhou em conhecer a terra do Mickey, conhecer a princesas dos contos de fada, se aventurar nos parques e tudo mais? EU! Acreditem, eu era essa criança (no mínimo estranha né?). Naquela época, as viagens internacionais não eram tão acessíveis como hoje, e as pessoas não viajavam tanto assim. Hoje existem inúmeros pacotes e promoções para que turistas do mundo inteiro conheçam o lugar onde os sonhos se tornam realidade, e o que mais me desperta curiosidade é que quem vai à Disney uma vez, volta 350 vezes… Conclusão, a Disney funciona como um campo magnético e quem entra em contato com todo aquele mundo mágico uma vez, sempre quer repetir a experiência…

 

2-  ITÁLIA (ROMA, MILÃO, VENEZA E TUDO MAIS…)

 

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Eu cresci ouvindo meu avô contando histórias que a mãe dele contava sobre a Itália… Meu coração sempre bateu mais forte por esse país, inclusive, sou do tipo que fica sem saber para quem torcer quando o Brasil joga contra a Itália haha.

 

Imagina só, Roma, Milão, Veneza, TOSCANA, nossa, muito, muito, muito amor por essa terra, mas como boa descendente de Italianos que sou, quero fazer exatamente como a Liz Gilbert do livro/filme Comer, Rezar a Amar e me jogar na culinária local! (sem glúten por favor…)  

 

1 – TORONTO – CANADÁ

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Na realidade eu queria mesmo é conhecer o Canadá inteiro, mas se eu tiver que escolher uma cidade, eu escolho Toronto, simplesmente pelo dinamismo. É a maior cidade do Canadá e a capital FINANCEIRA do país. Depois de um google rápido, descobri também que é a quinta maior da América do Norte, apresenta cerca de 100 companhias de indústrias farmacêuticas e biotecnológicas e 550 fabricantes de roupas, 125 museus, festivais culturais a todo momento, uma das cidades mais limpas, seguras, cordeais e multiculturais do mundo. Bom, acho que não é por acaso que Toronto está entre as 10 melhores cidades para se viver não é mesmo?

 

 

Tenho muuuuitos planos para 2015 e a minha wish list na íntegra, é interminável. Claro que todos esses planos estão relacionados com viagens e também com o blog, afinal, não me vejo mais sem um espaço para me expressar e dividir experiências com alguém! Acima de tudo, escrever me faz bem e escrever sobre viagens é inspirador…

 

Esse é o meu top 5 lugares dos sonhos que PRECISO visitar um dia, mas sou o tipo de pessoa que se empolga com qualquer viagem e se a vida me levar para algum outro destino, partiu também! Eu amo a experiência de conhecer lugares, pessoas, culturas e idiomas e eu sinto que só sou completamente feliz quando estou fazendo isso.  

INTERCÂMBIO: SE PERDER EM ALGUM LUGAR DO MUNDO PARA SE ENCONTRAR

Intercâmbio – “ Troca constante de relações, sejam elas comerciais ou culturais entre nações.” Como o próprio nome diz, intercâmbio significa uma troca generalizada e de brinde, uma experiência de vida que só quem se arrisca a atravessar o oceano em busca de um sonho sabe do que estou falando. E pra mim, um intercâmbio, seja ele qual for (high school, curso de idioma, trabalho), resume em você se permitir viver uma outra vida.

Primeiros passos…

Sempre tive o sonho de conhecer a fundo alguma cidade aleatória em algum lugar do mundo e mergulhar na cultura local, mas nunca consegui trazer isso pra realidade, talvez por imaturidade mesmo. Em 2011, eu decidi que precisava viver algo intenso, algo que eu pudesse olhar para trás alguns anos depois e dizer com total convicção: I had the time of my life! A ideia de fazer intercâmbio caiu como uma luva… Foram alguns meses de muita pesquisa e trocas de e-mails com pessoas que realmente entendiam do assunto à procura da melhor agência e do programa que melhor correspondesse às minhas expectativas.

Planejei tudo cuidadosamente para não correr riscos e decidi que o melhor seria fazer um curso de inglês por três meses em Boston. Por que Boston? Ah porque é uma cidade que possui um extenso centro universitário e educação de altíssima qualidade, pois abriga nada mais nada menos que Harvard University e MIT Massachusetts Institute of Technology.

No dia 10 de Dezembro de 2011, às vésperas das festas de fim de ano, quando o verão estava começando no Brasil, resolvi deixar a minha zona de conforto e fui…  Choque cultural, adaptação, o diferente, o inesperado, enfim, estava tudo muito bem trabalhado emocionalmente, claro que na teoria, porque na prática… Quando cheguei em Boston e comecei a viver a experiência de fato, eu surtei. Não conseguia lidar com o tal do inusitado que eu tanto procurava. A saudade de casa, a solidão e a dúvida começaram a falar mais alto e lembro-me perfeitamente de chorar até dormir. Depois de quase um mês nesse impasse, surgiu a oportunidade de tentar algo diferente em Nova York e essa foi a melhor coisa que já me aconteceu na vida.

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 A experiência…

O fato é que hoje eu entendo que na realidade, eu me blindei a tudo e a todos durante o período em que estava em Boston e se tem uma lição que eu tirei disso foi: VOCÊ PRECISA SE ADAPTAR AO MEIO E NÃO O MEIO SE ADAPTAR A VOCÊ. Nenhum começo é fácil e estar em um país onde você não conhece ninguém e ninguém conhece você é sim assustador a princípio e claro que o desespero é inevitável, entretanto o controle emocional é primordial. Sempre vão existir momentos de saudade do abraço da sua mãe, da risada do seu pai, dos encontros com os amigos, mas não rola pegar um ônibus de volta pra casa.

Uma vez que você se dispõe e viver uma experiência internacional, é preciso estar aberto a todas as oportunidades, pois o intercâmbio te proporciona várias delas. Quando cheguei em Nova York, o ritmo da metrópole me contagiou e decidi colocar uma coisa na minha cabeça de uma vez por todas: só iria depender de mim fazer a experiência valer a pena e foi a partir desse momento que tudo começou a fazer sentido. Fiz amizades tanto na escola quanto fora dela, aprendi a entender o mapa do metrô e a usá-lo a meu favor para vasculhar ao máximo tudo o que a cidade tinha pra me oferecer… Finalmente comecei a viver uma vida que eu pudesse chamar de “minha” e os três meses chegariam ao fim em poucos dias e uma vez que eu havia entendido as leis básicas de um intercâmbio, isso soava como “tirar o doce da boca de uma criança”, então os três meses se estenderam para seis no total.

O tempo passou e eu já estava totalmente íntima do idioma local, bem como do “New Yorker lifestyle”, criei uma rotina (meio maluca, mas era uma rotina) e descobri o prazer de construir uma vida, sim, eu disse uma vida, pois eu me deparei com novos princípios e os antigos, aqueles que me fizeram aterrissar em Boston, já não faziam mais sentido. Eu tive a oportunidade de me reinventar e mesmo a quilômetros de casa a possibilidade de me sentir realizada não era remota, muito pelo contrário, ela era mais real do que nunca!

Tive que aprender a lidar com os contratempos com muita maturidade e responsabilidade, que resultaram em muito aprendizado, tanto no idioma, quanto de vida. O intercâmbio foi a melhor maneira para eu amadurecer e entender que nada daquilo era um roteiro de Hollywood, e são as dificuldades que nos tornam mais fortes, além do mais o clichê “é errando que se aprende” faz muito sentido na vida de todos os intercambistas, pois é preciso ter muita coragem pra correr o risco de tentar, errar e aprender a acertar. A chance de fazer tudo ser inesquecível é única, então, não dá pra ficar no quarto assistindo o tempo passar, é preciso correr atrás do objetivo para ter um saldo positivo de aproveitamento.

 Amizades…

Em um intercâmbio de curso de idioma, você raramente irá fazer amizades com os locais, pois em uma escala de 0 a 1000, o nível de diversidade cultural na escola é de 990, mais ou menos isso, então você irá se relacionar com pessoas do mundo inteiro.

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Alguns irão ser seus roommates e dividir quarto com você na residência estudantil ou na casa de família, outros serão seus classmates e companheiros de trabalhos em sala. Alguns serão parceiros de passeios turísticos na cidade e de viagens durante a viagem,  outros serão seus parceiros de baladas.

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Com alguns você irá manter contato por anos a fio, com outros, infelizmente não, mas cada um terá um lugar especial no seu coração para sempre e certamente, você também estará no coração dessas pessoas pelo mundo afora.

Durante o intercâmbio compartilhamos diversos momentos, sentimentos e emoções com pessoas que nunca tínhamos visto antes, isso acontece de forma tão intensa que elas se tonam “nossos amigos de infância” e uma das coisas mais tristes é ter que lidar com as despedidas que geralmente acontecem a cada mês… Eu sei que posso voltar a NY por mais um milhão de vezes, mas jamais terei o replay de tudo o que vivi durante o intercâmbio.

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A Baunilha em seu último post no Blog Embaixador STB disse: “Fazer intercâmbio me ajudou a descobrir a mim mesma e ver o mundo com outros olhos. Olhos curiosos sobre o que acontece ao meu redor. Inspirados a seguir em frente sem medo do mundo e com muito mais coragem de enfrentar os desafios e abraçar o meu destino.” É exatamente este legado que um intercâmbio deixa na vida de quem o vive. Espero ter inspirado e encorajado alguém, em algum lugar, a dar o primeiro passo em busca da melhor experiência de vida EVER!

“ÀS VEZES É PRECISO SE AVENTURAR FORA DO SEU MUNDO PARA SE ENCONTRAR”