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SOBRE HOMOFOBIA E O DEBATE ENTRE FELIPE NETO E MARCO FELICIANO

sobre homofobia

A questão da homossexualidade está no centro do campo de batalhas hoje em dia justamente por causa da geração em que vivemos. Nós somos a geração que questiona e se expressa. Não abaixamos a cabeça para certas imposições sociais e encaramos a situação de frente, e o debate entre o youtuber Felipe Neto e o Pastor Marco Feliciano é um exemplo disso.

Um fato incontestável é que nós vivemos em um mundo onde muitas pessoas veem suas religiões como verdadeiras ditadoras de regras sociais e ainda as utilizam para justificar suas intolerâncias em relação a diferentes assuntos, dando ênfase à problematização de algo que é muito mais simples do que imaginamos.

Existem diversos livros sagrados escritos há muito tempo, com termos e linguagens de alta complexidade, como por exemplo, a Bíblia. Depois de uma série de argumentos políticos – e eu nem quero entrar no mérito dessa questão, pois não é o meu foco por ora, o debate tomou um rumo mais pessoal e Felipe Neto dispara que a Bíblia pode ser contestada no ponto de vista homoafetivo, e Marco Feliciano rebate dizendo que não, pois a Bíblia é inerrante palavra de Deus. Logo em seguida, ele diz que certas coisas não precisam ser faladas e escritas (referindo-se a relatos da Bíblia e ao “posicionamento” de Jesus Cristo em relação à homossexualidade), pois nós entendemos como funcionam. “NÓS QUEM?” Nenhum relato me convence de que Jesus um dia se voltou e ainda se volta contra os homossexuais.

A partir do momento em que admitimos que certas coisas não precisam ser ditas de fato, pois nós entendemos como elas funcionam na sociedade, abrimos espaço para a interpretação e essa interpretação na grande maioria das vezes não é unânime, mas sim pessoal. Cada indivíduo tem o direito de ter a crença que quiser, contanto que essa crença particular em momento algum controle a maneira como o outro pensa. Não existe um único encaixe e muito menos somos portadores de uma verdade absoluta, o que existe é a liberdade de concordarmos ou não com diferentes doutrinas e segmentos.

A Homofobia não é necessariamente uma prática de agressão física – e o mesmo vale para as práticas machistas e racistas, por exemplo. Existem várias maneiras de atingir o próximo, sendo que criminalizar e demonizar a liberdade de escolha e expressão do outro, utilizando as religiões e os seus livros sagrados como escudo, é uma das mais cruéis.

Em um determinado momento do vídeo, Feliciano diz que o que define um homem é exclusivamente o que ele tem no meio das pernas, ignorando desta forma os conceitos de sexo, gênero e sexualidade. Existem várias fontes de informação, portanto, caso você ainda pense que essas coisas são basicamente a mesma coisa, eu te convido a sair da sua bolha, ler e estudar. A ignorância é a maneira mais leviana de sustentar um padrão heteronormativo. Quando temos uma visão totalmente retilínea sobre um determinado assunto, em algum momento acabamos ficando sem argumentos plausíveis e consequentemente nos contradizemos. E isso vale para tudo na vida.

A meu ver, o que realmente pode ser considerado antinatural, é o ato de espalhar teorias opressoras envolvendo o nome de Deus. Eu acredito no Deus acolhedor, que em momento algum repreende a liberdade de escolha, mas que propaga a inclusão de personalidades em uma sociedade tão saturada de padrões preconceituosos. “A intolerância não está descrita nos livros sagrados, a intolerância está na cabeça das pessoas”.

O vídeo/debate está disponível no canal do youtuber Felipe Neto e você pode acessá-lo clicando no link abaixo. Caso se interesse, na descrição deste mesmo vídeo tem um link disponível para download, o qual se refere ao debate na íntegra – sem edição.

TECNOLOGIA, NOVAS EXPERIÊNCIAS, NOMADISMO DIGITAL E REALIZAÇÃO PROFISSIONAL

Devido ao contexto histórico, as gerações passadas buscavam um padrão de vida que proporcionasse equilíbrio e segurança de forma geral. Criar raízes em um determinado lugar, ter um emprego que garantisse renda fixa em longo prazo, uma aposentadoria satisfatória e uma posição social sólida a todos os membros da família. A estabilidade e a preservação de certos valores foi por muito tempo o modelo social considerado normal a ser seguido – e é justamente esse o grande contraste promovido pela geração atual.

Nós das gerações Y e Z, temos um desejo incessante por novas experiências e desafios. Buscamos trilhar caminhos que nos permitem desenvolver novas habilidades a todo momento. Somos proativos e acreditamos que não somos fadados a exercer a profissão do nosso diploma a vida inteira e sabemos também que não precisamos ter uma carreira convencional para nos tornar profissionais bem sucedidos. Sonhamos alto e temos a convicção de que não existem fronteiras para transformar tais sonhos em realidade. E isso tudo só se tornou possível, devido ao avanço tecnológico.

A tecnologia associada à internet está cada vez mais “demolindo” as paredes dos tradicionais escritórios e promovendo um profundo desapego das fronteiras geográficas. O cartão de ponto e a rotina de “oito até as dezoito” vêm sendo desbancados pela era digital. Com o as tecnologias móveis, podemos estar conectados a todo tipo de conteúdo e somos capazes de adquirir conhecimento e realizar diversas funções, seja em casa, na Tailândia ou em qualquer lugar do mundo, em tempo real e com flexibilidade de horário.

Viajar é um dos maiores hobbies da humanidade, fato. Mas para muitas pessoas, viajar não significa apenas “turistar” por aí a fim de preencher as férias anuais de um trabalho com carteira assinada e com rotina metodicamente estabelecida entre paredes de concreto. Viajar, descobrir a integralidade e as belezas do mundo, pode ser um estilo de vida e por esta razão, surgiu a combinação viagens + internet + trabalho: que tem como resultado uma grande sacada chamada NOMADISMO DIGITAL.

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Profissões como: Web Designer, Programador, Jornalista, Escritor, Fotógrafo, Tradutor, Professor e muitas outras, permitem que mais e mais pessoas abandonem seus endereços fixos e adotem um estilo de vida e de trabalho nômade e autônomo, desde que haja uma conexão com a internet. O contato com novos lugares, novas culturas e experiências, influencia positivamente na maneira como nosso cérebro processa e organiza nossas ideias para a produção de conteúdo, principalmente criativo.

Trabalhar e ganhar dinheiro são sim fatores essenciais na vida do ser humano, entretanto, as longas horas de trabalho estão sendo substituídas pela otimização e flexibilidade do tempo útil, a fim de proporcionar qualidade de vida, serviço diferenciado e retorno financeiro – tendo o câmbio como um grande aliado. Esse é o novo modelo de trabalho e acredite, não é um devaneio.

É claro que a vida de um Nômade Digital não é inteiramente um conto de fadas e existem sim certos desgastes – um deles é o desgaste emocional por estar sempre entre encontros e despedidas, chegadas e partidas e muitas vezes não ter relações muito sólidas, ou talvez, encontrar grandes parceiros para a vida toda e ainda assim, ter que lidar com a distância. Tudo é possível e tudo é aprendizado, basta você se permitir vivenciar as diversas sensações dos momentos.

Novas carreiras e estilos de vida estão disponíveis no mercado, portanto, não permita que a sua trajetória profissional seja preestabelecida pelo fluxo da maioria e pelo status que a sociedade espera que você alcance um dia. Seja você jovem ou não, sinta-se convidado a sair do modo convencional. Sinta-se motivado a trilhar vários caminhos e descobrir inúmeras habilidades com as diferentes experiências de vida. No fundo, o verdadeiro propósito das escolhas destoantes que fazemos, é tentar encontrar a plenitude de maneira simples, e verdadeira, e não superficial, de fachada.

QUANTO TEMPO DEMORA PARA ME TORNAR FLUENTE EM UM IDIOMA?

Com a globalização, ser fluente em dois ou mais idiomas se tornou um verdadeiro MUST e não apenas um diferencial, tanto para o disputadíssimo mercado de trabalho, quanto para viajar, explorar o mundo, se comunicar com estrangeiros e se sentir parte de uma cultura diferente. Seja lá qual for seu objetivo principal, a pergunta mais frequente e que não quer calar é:

BPO quanto tempo demora para me tornar fluente em um idioma

Assim como praticamente tudo na vida, aprender um idioma é um processo e todo processo requer um tempo – que pode ou não ser otimizado. Na maioria das vezes, quando pensamos em nos dedicar ao aprendizado de uma língua, a primeira ideia que temos em mente é procurar uma escola de idiomas. Independente do método utilizado por cada escola, os cursos oferecem aos alunos um caminho, cujo guia é o professor, desta forma, o aluno se sente amparado durante o aprendizado. Entretanto, o contato com o idioma não pode se limitar as duas ou três horas de aulas semanais na escola.

Por mais que as escolas garantam a fluência no idioma X em um determinado período, tenha em mente que a prática do idioma é algo que você deve incluir na sua rotina diária de alguma forma, e fazer a lição de casa 10 minutos antes da aula e não manter o contato com o idioma por iniciativa própria fora da sala, só vai te fazer trilhar um caminho por um longo tempo, sem perspectiva de chegar a um lugar específico.

Outra maneira muito eficiente de aprender ou aprimorar outra língua é se aventurar em um intercâmbio. A imersão cultural e o contato com nativos é uma oportunidade incrível de adquirir confiança em todas as habilidades. O grande problema é que se expor a um idioma que não dominamos é um desafio e muitas vezes os brasileiros acabam se unindo lá na gringa e a prática do idioma local se torna totalmente fail. É importante fazer amizades com pessoas de outras nacionalidades, pois além de agregar uma grande bagagem cultural, proporciona também adaptação a diferentes sotaques.

O fato é que curso de idioma e intercâmbio nenhum fará milagre, caso você não tenha um comprometimento com o aprendizado e não esteja disposto a viver o idioma de forma consistente. É preciso ter iniciativa para torná-lo parte da sua rotina, mesmo estando aqui no Brasil. O primeiro passo é mudar as configurações do celular, computador e demais dispositivos para o idioma que deseja aprender.

Ouvir músicas e estudar suas respectivas letras utilizando um dicionário, assistir filmes, séries, vídeos, telejornais e TV shows, com legenda no idioma estudado, é indispensável para que os ouvidos se familiarizem com os sotaques. Sabe aquele filme que você já assistiu no mínimo umas 10 vezes na sua vida? Assista-o novamente, mas dessa vez, com a legenda no idioma que está estudando. Aos poucos o seu cérebro vai assimilando as novas informações e tornando-as usuais.

PS: Não tenha preguiça de pausar e pesquisar o significado de expressões e gírias – e se for possível, utilize um dicionário monolíngue.

Ler livros, artigos científicos, reportagens em jornais impressos ou online e fazer o resumo dos conteúdos, proporciona a prática de duas habilidades ao mesmo tempo: compreensão de texto e escrita. Ler qualquer texto e reescrevê-lo com as nossas palavras, estimula a nossa criatividade e nosso senso crítico/analítico, preparando-nos desta forma, para criar nossos próprios conteúdos no idioma desejado.

A comunicação oral é geralmente a habilidade mais temida pelos estudantes e é de suma importância mencionar que a fala envolve músculos que precisam ser “destravados”. Ler e cantar em voz alta, por exemplo, são dicas infalíveis para trabalhar a dicção. Algo que parece meio maluco, mas que funcionou muito para mim – e ainda funciona, pois eu estou sempre aprendendo – é sentar na frente do espelho e contar o que aconteceu durante o dia, ou planejar as atividades para o dia seguinte, contar a história de um filme ou um livro que tenha achado legal (ou talvez nem tão legal assim). Desta maneira, além de praticar a fala, ainda praticamos os tempos verbais e as estruturas gramaticais do idioma.

O maior inimigo de um estudante de línguas é a vergonha de cometer erros, principalmente durante uma conversa. Saiba que qualquer pessoa comete falhas e por mais conhecimento que tenhamos, o aprendizado é para a vida inteira. Novas palavras, expressões e gírias surgem a todo momento e o vocabulário está em constante atualização.

Uma opção superinteressante para quem realmente deseja aprender idiomas é o ITALKI.  Uma plataforma online onde o aluno encontra professores nativos e pode praticar todas as habilidades com aulas via Skype. É importante ressaltar que este é um serviço pago, porém extremamente seguro e eficaz. Vale a pena fazer o cadastro gratuitamente e conhecer melhor o sistema, caso se interesse, você pode pagar apenas por uma aula experimental com qualquer um dos professores disponíveis. Existem também várias opções gratuitas e uma delas é o YouTube, que tem se tornado cada vez mais uma ótima ferramenta de estudo em todas as áreas.

Lembre-se, que participar das aulas em escolas de línguas e fazer intercâmbio, são apenas algumas das muitas possibilidades que temos para praticar um idioma, porque o estudo em si, é o tempo todo e em todas as situações.

   

CONHECIMENTO E EXPERIÊNCIA CULTURAL OU ACÚMULO DE CONTEÚDO? ESTABELEÇA PRIORIDADES…

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A vida escolar da maioria dos adolescentes entre 15 e 18 anos é sem sombra de dúvidas dominada pelas palavras ENEM e VESTIBULAR. O ano aproxima-se do fim e o que mais tenho observado nas redes sociais são postagens de escolas parabenizando seus alunos por terem sido aprovados em cursos concorridíssimos em universidades consideradas “o sonho de qualquer estudante”.

Com a finalidade de propagar bons resultados no Enem e nos vestibulares, muitas escolas adotam um método de ensino com carga horária de estudos altíssima, provas, simulados e mais simulados, plantões de dúvida, aulas extras para analisar provas do Enem e vestibulares anteriores das grandes universidades e por aí vai… E isso tudo com um adicional – PRESSÃO, podendo desencadear vários problemas psicológicos como: dificuldade de aprendizagem, irritabilidade, tensão, insônia, isolamento, entre outros…

Essa pressão não é exercida somente por escolas, mas também por pais e responsáveis, e muitas vezes por status. Os jovens se prendem àquelas profissões ditas tradicionais e acabam não explorando as mais variadas opções que existem hoje em dia. Muitos cursos novos estão surgindo, porém, os adolescentes são estimulados a seguirem um padrão já estipulado. E o autoconhecimento nesse caso, fica sempre em segundo plano.

Vivemos em um mundo imediatista, onde os jovens anseiam passar no vestibular e ingressar em um curso promissor monetariamente com 16/17/18 anos, terminar com 22/23 e entrar para o mercado de trabalho. Na pressa de alcançarem seus objetivos em um piscar de olhos, acabam ficando alheios à educação cultural.

Influenciados pela teoria do imediato, muitos jovens e adolescentes acreditam que um intercâmbio de high school possa torná-los despreparados para o vestibular, ou que um gap year para realizar uma atividade diferente em outro país depois do terceiro ano, seria perda de tempo, pois teoricamente deveriam estar na universidade.

Pressão psicológica, falta de autoconhecimento e sociedade imediatista, são as principais razões pelas quais os adolescentes ingressam mais e mais cedo em universidades e na maioria das vezes, completamente perdidos. A princípio a universidade soa como uma alternativa para fugir da pressão do ensino médio, por conta disso, estudantes acabam optando por cursos que nada têm a ver com suas personalidades, mas ainda assim, seguem até o final. Resultado disso tudo: ADULTOS MAL PREPARADOS E FRUSTRADOS PROFISSIONALMENTE.

Com base nos relatos acima, gostaria de dizer aos jovens que possivelmente estiverem lendo este texto, que tudo bem se você não passar no vestibular aos 16 anos. Tudo bem se você não ingressar em uma universidade aos 17. TUDO NO SEU TEMPO! Tudo bem se você não curtir fazer Medicina, Engenharia ou Direito e preferir Artes Cênicas, Música, Design Gráfico ou Gastronomia. Não opte por um curso visando apenas o retorno financeiro, leve em conta as suas afinidades pela área, pois quando fazemos algo por prazer, o sucesso é uma consequência positiva.

Tudo bem também se você começar um curso e de repente perceber que aquela não é a sua praia… Não tem problema mudar de direção. E se mesmo depois de graduado você decidir seguir uma carreira diferente, TUDO BEM!!! Eu sou formada em Farmácia, mas dou aulas de inglês, amo viajar, conhecer novas culturas e escrever – principalmente sobre viagens.

Outra coisa muito importante e acho que todo jovem e adolescente deveria ter para si, é que muitas coisas a gente não aprende em uma sala de cursinho pré-vestibular, mas sim com os carimbos que adquirimos em nossos passaportes pelo mundo afora. Por essa razão é que incentivo os adolescentes a se interessarem por programas de intercâmbio cultural, pois digo por experiência própria que só descobri quem eu sou e do que realmente sou capaz, quando fiz meu primeiro intercâmbio. (Contei em detalhes como foi minha experiência neste post, CLIQUE AQUI PARA CONFERIR!)

Não quero de forma alguma que diretores, coordenadores e donos de escolas me interpretem mal, apenas quero que tentem visualizar seus alunos com uma vida após o Enem e os vestibulares. Talvez investir em um ensino mais construtivista possa colaborar para o sucesso em longo prazo.

É importante estabelecer uma relação de afeto durante o processo de aprendizagem, a fim de estimular os estudantes a serem capazes de reorganizar ideias e conceitos coletivamente, e não apenas acumular conteúdo como se fossem robôs programados para a obtenção de excelentes resultados em exames seletivos.

E aos pais, cabe respeitar as aptidões de seus filhos para com as diversas áreas de atuação no mercado de trabalho, e permitir que eles explorem diferentes habilidades (artística, criativa, científica, esportiva, entre outras). Esta é uma maneira de colaborar significativamente para o autoconhecimento dos jovens e adolescentes. Lembre-se que orientar é diferente de reprimir!