E QUANDO A GENTE NÃO SE ENCAIXA NO FORMATO PADRÃO?

Eu tenho 28 anos, peso 34 quilos e meço 1,34m, o que equivale a uma estatura bastante ”anormal” pra uma pessoa da minha idade. Por questões de saúde, eu tive um atraso no meu crescimento, portanto, o meu tamanho sempre destoou muito. Sofri um certo bullying, tive que conviver com perguntas do tipo: “ow, é verdade que você tem a idade tal?”. “Por que você é baixinha?”. “Você é anã? Não? Por que você não cresceu?”. Além de olhares e comentários…

Pra ser bem sincera, acho que passei a lidar com o fato de ser “diferente” dos demais fingindo uma autoaceitação (errei e reconheço), e vez ou outra eu me pegava revivendo mágoas e tentando reconfigurar certas situações na minha mente, como se o passado não estivesse passando de fato. Mas por incrível que pareça, a minha baixa estatura se tornou uma ferida aberta mesmo, na fase adulta, minutos antes de uma prova de seleção para uma vaga em uma certa empresa.

Como qualquer pessoa que queira passar o mínimo de credibilidade, cheguei alguns minutos antes do horário combinado. Quando a coordenadora deu o ar de sua graça chamando pelo meu nome, eu educadamente levantei e a cumprimentei com um sorriso de quem queria muito fazer parte daquela equipe. O fato é que ela me olhou de baixo a cima com um olhar desconfiado/espantado/achando que eu era uma piada pronta, e disparou: “mas é você quem vai concorrer a essa vaga?” Eu que achava que era bem resolvida, fiquei sem chão, não consegui me concentrar na prova e só tinha vontade de sumir daquele lugar o mais rápido possível… claro que fracassei miseravelmente no processo seletivo.

Na semana seguinte eu tinha outra prova/entrevista agendada em outra empresa. Meu coração parecia que ia saltar pela boca, suava frio, tremia, e as palavras que eu precisava utilizar pra causar boa impressão não saíam. Acabei desistindo da parada no meio da prova. Foi um dos maiores fiascos da minha vida.

Eu sempre fui muito ansiosa e hoje eu até consigo olhar pra trás e identificar certos comportamentos depressivos, mas a partir dessas duas entrevistas vivenciei uma jornada ladeira a baixo sem fim. Meu cérebro entendeu que eu tinha que compensar a minha baixa estatura com capacidade intelectual pra ser aceita, incluída.

Passei a me cobrar ainda mais e me autocondenar sem misericórdia. Toda vez que de alguma forma eu era testada, um pesadelo se instalava e mais ansiosa, desequilibrada e frustrada eu ficava. Até que eu mesma me convenci de que não tinha potencial e descontei tudo na comida.

Muitos podem pensar que isso tudo é melodrama ou coisa do tipo, mas a verdade é que vez ou outra a casca se quebra e a dor grita, invade, e eu sou humana, vulnerável (nós somos). Eu fiquei traumatizada nível hard com um olhar e algumas palavras, o que caracteriza uma enorme carência da minha parte, eu sei. Não anulo a minha fragilidade emocional e entendo que foi a gota d’água em um copo que já estava para transbordar. Eu queria muito ter autoestima suficiente pra falar: “eles perderam uma ótima profissional”, mas não é simples assim, e ter que fazer parte gera estranheza alheia, que gera cobrança, que gera ansiedade e insegurança, que geram fracasso, que gera rejeição.

A Luiza Junqueira do canal Tá Querida, criou um tipo de vídeo que viralizou no youtube, chamado “tour pelo meu corpo”. Em um mundo totalmente estereotipado, de corpos malhados, altos, magros e bronzeados, as pessoas que se sentem à vontade, expõem nesses vídeos suas “imperfeições”, manchas, gordurinhas, flacidez, cicatrizes, pelos, rugas e qualquer tipo de vulnerabilidade, com o intuito de mostrar que não existe apenas um formato e que ninguém tem o direito de rotular que o tal jeito é o melhor jeito.

O ponto onde quero chegar é que gordos, magros, altos, baixos, negros, brancos, heterossexuais, homossexuais, transexuais, cadeirantes, pessoas que usam prótese, aparelho respiratório, enfim… todos esses corpos estão por aí, existindo e ocupando um lugarzinho no mesmo mundo em que você vive. Cada um tem a sua história e cada um carrega ao longo da jornada suas lutas e marcas, que merecem no mínimo ser respeitadas. E se não for pedir muito, tenha um pouco de empatia e bom senso, porque o seu comentário maldoso, seu olhar desconfiado, seu riso sarcástico e seu rótulo preconceituoso, podem ser o motivo de vários traumas escondidos por trás de uma gargalhada e de um tudo bem.

Se você carrega um sentimento de “não pertencimento”, seja ele como e qual for, seja gentil com você mesmo e peça ajuda. Não menospreze a sua dor sorrindo quando quiser chorar e dizendo que está tudo bem quando não estiver.

Sim, faço terapia para aprender a enxergar o copo meio cheio.

RECALCULANDO A ROTA

Foram anos alimentando as mais diversas angústias e superando meus medos mais banais (não que isso tenha sido ruim), pra eu finalmente conseguir identificar meu “material genético de carências”. Meus limites também fazem parte do meu cartão de visita e fazer promessa de não comer chocolate por 30 dias, por exemplo, já está fora de cogitação e Deus há de me perdoar.

Estou aos pouquinhos fazendo as pazes com a minha sombra e dando as mãos aos meus medos e dores, e ser companheira deles consequentemente me torna companheira de mim como um todo. Tenho consciência de que não sou tudo aquilo que gostaria de ser (provavelmente nunca serei) e que esse meu “eu ideal” é um problema a ser superado na terapia.

Não sei se 2017 foi um ano bom ou ruim, mas tenho absoluta certeza de que não foi nada fácil. Eu comecei com tudo. Garra, dedicação, disciplina e muita vontade de vencer – do tipo: AGORA VAI! Bobinha eu que achava que o suprassumo da inteligência era viver na expectativa do agora ou nunca idealizado pela minha mente que mais parecia um trem desgovernado (e talvez ainda pareça). Outro problema a ser resolvido na terapia.

As frustrações e as alegrias vêm misturadas em um pacote e o grande valor da impermanência é que tudo passa. Eu não sei o que eu quero, mas acima de tudo eu sei o que eu não posso, pelo menos por ora. Ciclos se fecham, portas se abrem (ou não), e talvez eu queira fazer mais de outras coisas, pra depois, quem sabe, voltar a fazer as mesmas coisas, ou não… o porvir é mistério.

Sei lá, às vezes a gente precisa parar com tudo e sentir. Sem perguntas, sem respostas. Só sentir. Por mais que doa. Sentir é evoluir e evoluir não é indolor, mas é um sinal de vida, de que ainda está em tempo.

AOS 28…

Aos 28 eu percebi que as minhas conversas fluem muito mais com as amigas da minha mãe, que são mais ou menos da idade dela, do que com as minhas amigas, que são mais ou menos da minha idade.

Aos 28 declaro de uma vez por todas que música alta, baladas e rotina, não são “a minha coisa”. Eu prefiro tomar um café, ou um chá gelado e conversar sobre a robotização dos adolescentes e a falta de educação e maturidade emocional pra fazer escolhas nos dias de hoje, mas também curto assistir “o vestido ideal” no Discovery Home & Health, mesmo não gostando de casamentos.

Aos 28 eu ainda não entendo como é que as pessoas conseguem fazer uso de “balas e doces” pra ficarem “pilhadonas” durante o rolê. Eu já sou naturalmente pilhada de pijama, no meu quarto, tomando água e testando “rituais namastê” pra silenciar a mente.

Aproveitando o termo “pilhada”, aos 28 o cardiologista meio que me disse que é preciso ter paciência para respirar. Eu não tive paciência nem pra nascer (nasci de seis meses e meio), quanto menos para respirar.

Aos 28 eu percebi que todo mundo está tomando alguma coisa pra ficar bem. Uma Fluoxetina aqui, uma Sertralina ali, um ansiolítico e por aí vai. Até a minha mãe, que sempre considerei a pessoa mais equilibrada do mundo, toma um remedinho pra conseguir falar em público plenamente.

Aos 28 eu aceitei que avião, muita gente, entrevista de emprego e qualquer coisa que eu tenha que fazer sob pressão, só com um pretinho básico (Rivotril, no caso).

Aos 28 eu resolvi olhar para o medo da rejeição e dizer: ”oi, medo de não conseguir. Oi, medo de não ser aceita. Oi, medo de não ser boa o suficiente. Oi, medo de todos os “nãos” que possam existir… e aí, vamos superar e conviver pacificamente?”.

Aos 28 eu entendi que tudo bem eu acreditar que as coisas não precisam ser “oito ou oitenta”, desde que eu tenha a plena consciência de que ainda assim, é uma escolha – que por muitas vezes foi mais um discurso bonito do que uma ação bancada e praticada.

Aos 28 decidi que daqui pra frente quero praticar mais o hábito de abrir mão do que a minha psicóloga chama de “egoísmo emocional”, e entregar a minha planilha de sonhos e projetos com seus respectivos prazos e deixar que Ele continue a história. Quero que Ele me leve aonde Ele quer que eu vá. E seja lá onde e como for, sei que estarei bem.

 

OBRIGATORIEDADES DESNECESSÁRIAS

Certo dia a professora de inglês passou um determinado tema e pediu para que escrevêssemos um artigo. Tema esse, que na minha opinião não era tão complexo assim, pois eu tinha conhecimento a respeito e alguns bons tópicos e argumentos. Eu amo escrever, então dei meu sangue, meu coração, dois rins e um fígado. Quando ela entregou a redação com as devidas correções, me disse: “eu tiraria a metade do que você escreveu porque é desnecessário.” O queeeee? Um tapa na cara do meu ego besta!

Eu sei que soa melancólico, mas a verdade é que doeu ouvir “eu tiraria a metade porque é desnecessário”. Mas sabe aquela história de “vamos fazer do limão uma limonada”? Então… minha melancolia juntamente com a minha ansiedade me fizeram pensar nessa frase de uma maneira ampliada e realista.

Nós estamos inseridos em uma sociedade extremamente competitiva, portanto, alimentamos dia após dia a ideia de que para fazermos a diferença e alcançarmos o sucesso é preciso realizar coisas e ações grandiosas, incríveis, difíceis, desempenhar papéis impactantes e de preferência sob pressão.

O fato é que muitas vezes deixamos de fazer o que realmente é bom porque estamos focados no que é ideal. Nessa tentativa incessante de atirar sempre na perfeição, acabamos acertando o fracasso, pois nos perdemos nas nossas próprias ideias, e com isso formamos um combo chamado desespero, que nos faz andar em círculos incapazes de nos levar além.

Isso também não significa que devemos ficar na zona de conforto, mas talvez um dos maiores desafios seja enxergar no que é trivial a oportunidade de adquirir conhecimento, experiência, gerar discussões e promover transformações gradativas e bem sucedidas. Para entregar ao mundo o nosso melhor, nem sempre precisamos de cenários bem elaborados, da melhor maquiagem, de palavras difíceis e do domínio de assuntos complexos.

Depois um “auto tête-à-tête”, percebi que nem sempre o nosso senso crítico nos garante que estamos arrasando e por isso é fundamental fazer uma faxina intelectual e nos perguntar o que podemos eliminar da nossa vida, ou pelo menos reduzir, pois só está causando confusão, complexidade, dor e sofrimento desnecessários. Talvez a resposta dessa pergunta seja a grande sacada… e essa é a minha busca.

PEÇA AJUDA

Acordo. Tomo café, mas o pão ~sem glúten porque sou intolerante~ não desce. Tenho que estudar. Daqui quatro horas tenho que estar no trabalho, então antes de estudar vou revisar os conteúdos das aulas que tenho que dar. Tomo mais uma xícara de café. O livro… ainda não li. O aniversário de hoje à noite… vai ter gente e tenho aula antes e acho que não consigo ir trabalhar. O que estou fazendo agora, afinal? Ainda são nove horas. Não quero ler, não preciso revisar as aulas. Alguém está me ligando, mas tenho que estudar e não posso me desconcentrar. O que estou estudando mesmo? O aniversário…

Por que estou tremendo? Vou trabalhar e estou me sentindo melhor. Quero chorar. Já são nove horas e 10 minutos e eu tenho que respirar fundo e ver gente e atender o celular e ler e revisar os conteúdos e estar bem e esperar e ir e… não vou fazer nada disso porque estou ocupada. Estou ocupada sentindo culpa.

“Por que eu não consigo fazer absolutamente nada? É só fazer…”

Você tem medo e insegurança. Não para de pensar e de se cobrar, pois não se sente a altura do que queria ser, e olha ao redor e vê que todo mundo consegue, menos você. Isso é sufocante, eu sei. E sei também que é muito cansativo ter que pertencer ao universo das pessoas proativas, eficientes, criativas, incrivelmente bem resolvidas e “normais” (elas existem?). É um cansaço que não se desmancha ao dormir e parece que a sua existência se resume em um imenso vazio. Sua mente te fala o tempo todo que você está pra trás. Do que? De quem? E você vai meio entorpecido sem conseguir conduzir absolutamente nada, só no piloto automático.

É difícil explicar para o mundo o porquê de não estar conseguindo fazer nem o mínimo do que ele espera de você. Você não consegue fazer nem o mínimo do que você mesmo espera de si, quanto menos o mundo… e na maioria das vezes o mundo não está tão interessado assim em entender.

Eu aprendi que não existe uma dor que dói mais que a outra. A dor que dói é a SUA DOR, seja ela física ou psicológica. As pessoas caem, mas também se levantam e você precisa querer levantar. Não tenha vergonha das suas fraquezas emocionais e PEÇA AJUDA! Não desista de você, assim como eu não estou desistindo de mim. Nós somos muito importantes para nós mesmos acima de tudo.

NÃO É MIMIMI

É uma angústia incessante que aperta e dói no coração, os sentimentos acabam não se transformando em palavras e travam no meio da garganta, os pensamentos acelerados e descontrolados me fazem ficar em estado de alerta com inúmeros pontos de interrogação, e mensagens sabotadoras me visitam a todo instante. Por fim, as crises… meu corpo treme, as extremidades ficam dormentes e geladas, respiração ofegante, coração acelerado e um desespero sem fim. Medo do mundo, da vida, medo de mim mesma.

A ansiedade sempre foi minha “parceira” na vida. Sempre me cobrei muito e até sofri por coisas que sequer vivi de fato, pois só aconteceram na minha cabeça… mas sempre respirei, fui e fiz! A ansiedade que sinto agora me bloqueia e me deprime. Fui perdendo o prazer de fazer as coisas que sempre fiz com carinho, dedicação e vontade de vencer. Comecei a me sentir a pior pessoa do mundo, incapaz, impotente, inútil, inferior e um peso pra mim e para os que convivem comigo, por isso comecei a me isolar. Desapareci das redes sociais e desativei as notificações do Whatsapp. Eu só queria correr. Assim como qualquer pessoa, eu já tive motivos reais para desabar. Perdas, decepções… por mais que eu sofresse, sempre conseguia encontrar algo que me reerguesse.

Comecei o ano feliz e sentindo que estava fazendo as coisas certas na hora certa, mas aos poucos tudo ficava confuso e sem sentido. Abandonei as séries e os documentários, e os livros começados e não finalizados por conta da minha falta de concentração me causavam aflição. Muitas das coisas incríveis que planejei viver e fazer foram consumidas por uma sombra. Perdi oportunidades, deixei os estudos de lado, vi vários projetos pessoais serem engavetados e sonhos desmoronados. Vestia uma máscara e ia trabalhar porque tinha que trabalhar, e quando chegava em casa, deitava na cama e falava: “ufa, menos um dia!” e chorava. Isso me confortava. Até que chegou um momento que nem trabalhar eu conseguia mais.

Tiveram dois casos de suicídio relativamente próximos a mim e isso não me abalou. Eu entendi que essa era a única solução para colocar um ponto final na dor que aquelas pessoas sentiam. Nunca planejei acabar com a minha vida, mas eu já pensei várias vezes em como tudo seria bem melhor sem mim.

Nunca me senti tão vulnerável quanto agora e talvez essa tenha sido a maneira que Deus encontrou de tocar fundo no meu coração de uma vez por todas, pois eu me rendi quando me vi sem forças, e tenho sentido claramente Sua presença através de pequenos e grandes sinais. Sou muito grata à minha família e amigos que não medem esforços para me amparar com mensagens, abraços, conversas e até guloseimas. OBRIGADA!

Apesar do medo e da falta de perspectiva ainda me assombrarem, hoje estou medicada e melhor. Consigo colocar a cabeça no travesseiro e dizer: “ufa, eu venci mais uma vez!” Sinto que estou subindo, bem devagar para não cair, porque eu não quero cair e eu não vou cair!

VALPARAÍSO E VIÑA DEL MAR – VISITE O CHILE!

As cidades de Valparaíso e Viña Del Mar estão localizadas a mais ou menos 130 km da capital chilena e por serem banhadas pelo Oceano Pacífico, formam a parte litorânea mais visitada do Chile. É possível conhecer essas duas cidades em uma day trip com saída de Santiago.

A caminho de Valparaíso, na região de Casablanca, fizemos uma parada na Rio Tinto, local onde são vendidos vários artigos chilenos, como vinhos, aperitivos, azeites (com direito a degustação) e souvenirs, por um preço bem acessível.

Valparaíso               

Valparaíso é uma cidade portuária formada por colinas. A arte de rua é uma marca registrada, portanto, os muros grafitados e as casinhas antigas e coloridas se tornam cenários de fotos para os turistas.

As características pitorescas de Valparaíso se misturam com a arquitetura histórica dos prédios espalhados pela cidade afora, um deles é a Armada do Chile, localizado na Plaza Sotomayor.

Devido à inclinação dos morros, torna-se impossível a circulação de transporte coletivo, portanto, existem ascensores, mais conhecidos como “funiculares”, que ligam a parte alta e a parte baixa da cidade. Além de serem muito utilizados pela população local, os ascensores tornaram-se um atrativo para os turistas, pois oferecem uma vista privilegiada.

PS: Visitar uma das casas do poeta chileno Pablo Neruda é um must em Valparaíso, mas por conta do feriado de Independência do Chile (Fiestas Pátrias), estava fechada.

Viña Del Mar

Embora seja muito próximo a Valparaíso, o clima e o estilo de Viña Del Mar são completamente diferentes, e a cidade é considerada um balneário para os moradores de Santiago. A nossa primeira parada foi em um relógio de flores, conhecido como um dos principais cartões postais.

Já que estamos falando de uma cidade litorânea, é claro que uma parada na praia ~ mesmo que no inverno ~ para observar a paisagem, as gaivotas e os leões marinhos, é mais que obrigatória.

Para encerrar o tour, passamos rapidamente no museu Fonck, que tem como destaque um Moai, uma estátua Rapa Nui original da Ilha de Páscoa no jardim. Essa estátua é uma das únicas que está fora do lugar de origem.

Valparaíso e Viña Del Mar não têm absolutamente nada a ver com a dinâmica e versátil Santiago, mas guardam aspectos culturais e históricos, que muitas vezes perdem destaque em grandes centros.

Confira também!!!

UM POUCO DE SANTIAGO DO CHILE 

VALLE NEVADO – A MAIOR ESTAÇÃO DE ESQUI DA AMÉRICA DO SUL

MAS VOCÊ VAI SOZINHA?

Gaía Passarelli é jornalista musical, ex VJ da MTV, viajante, escritora de viagem, autora do blog How To Travel Light e a grande responsável por todas as experiências mundo afora – relatadas em seu primeiro livro: MAS VOCÊ VAI SOZINHA?

Gaía reuniu suas memórias e organizou-as em crônicas, a fim de compartilhar com seus leitores que em uma viagem solo, a gente sente sim falta de alguém para dividir, mas não tem como ignorar o fato de que essa é a oportunidade ideal para entrarmos em contato com a nossa própria companhia, que muitas vezes é mais do que suficiente.

Neste livro a autora descreve momentos nem um pouco clichês vividos enquanto estava viajando. Uma cerimônia especial de amor e cura nas montanhas de Medellín; sua aventura fugindo dos alces na Califórnia; os conselhos sentimentais de um xamã andino; a experiência de andar entre nuvens no alto de uma montanha na Escócia; o breu da floresta e a orquestra de sons de galhos balançando e animais andando pelo teto de madeira durante sua longa noite em uma casa na árvore, no Parque Nacional de Wayanad na Índia; o amante veneziano que sabia ler placas de mármore em Latim, mas cuja personalidade era difícil de ler; a simpatia de uma família nova iorquina de descendência asiática que a adotou para o jantar em um restaurante tailandês… E mais, muito mais!

É claro que no livro de uma boa amante do mundo e suas peculiaridades, não poderia faltar uma espécie de “guia de viagem”, portanto, a autora traz no final de cada capítulo algumas dicas valiosas do que fazer em cada lugar, como chegar, o que evitar, curiosidades sobre a cultura local, além de abordar questões pessoais que uma mulher viajando sozinha enfrenta. Vale lembrar que todas essas dicas fogem completamente do circuito turístico. A proposta é imersão em todos os sentidos, entende?

Não são necessariamente os/quantos países visitados pela autora que tornam este livro incrível, mas sim sua capacidade de captar e compartilhar momentos, gestos, curiosidades, sensações, olhares e aprendizados únicos. E o fato de serem únicos não significa que são obrigatoriamente perfeitos, mas fundamentais.

“… viajar faz parte da vida e por isso, às vezes as coisas dão errado mesmo. E às vezes elas dão certo também. Na viagem, como na vida, o importante é seguir em frente, sem  medo de parar e começar tudo outra vez.”

“Mas Você Vai Sozinha?” é o tipo de livro que te encoraja a comprar uma passagem, arrumar as malas e ir… Ir para algum lugar aleatório e experimentar a vida longe da sua bolha. E voltar. Voltar sempre diferente.

BOA LEITURA!

NÃO FOI POR ACASO QUE OS PORTUGUESES SE ENCANTARAM COM AS TERRAS QUE ACABAVAM DE AVISTAR

Porto Seguro é uma pequena cidade no Sul da Bahia, famosa desde 22 de Abril de 1500 (data oficialmente conhecida como o Descobrimento do Brasil),  por seus quilômetros de falésias coloridas, vegetação de Mata Atlântica, recifes de corais, belas praias, mar azul-esverdeado, clima tropical e por aí vai… Desse jeito até nós, com GPS e toda tecnologia disponível na era digital, erraríamos o caminho para as Índias, não é mesmo?

A terra conhecida como o berço do Brasil, guarda muitos aspectos da cultura do nosso país. A animação 24h por dia toma conta das várias megabarracas pé na areia na praia de Taperapuã, entre elas Axé Moi, Tôa Tôa e Barramares. Shows e luaus embalados por muito axé music e outros ritmos populares brasileiros estão sempre presentes nas diferentes programações durante o ano inteiro. Basta acessar o site ou as redes sociais de cada barraca para conferir o schedule.

A Passarela do Descobrimento, mais conhecida como Passarela do Álcool, é um misto de lojas de artesanato e souvenirs com zona boêmia, pois logo no final da passarela, na travessa conhecida como “O Beco”, há vários restaurantes e bares, que por sinal são ótimos lugares para apreciar a típica culinária baiana.

Embora a agitação seja o carro-chefe da cidade, há quem prefira sossego, certo? Arraial d’Ajuda e Trancoso são dois distritos de Porto Seguro e vale muito a pena um bate-volta para conhecer de pertinho as belezas que estes lugares reservam.

Arraial d’Ajuda é o maior e mais famoso distrito, e para ter acesso basta pegar a balsa e pronto! As praias são consideradas tranquilas, mas em alta temporada o número de visitantes se agiganta e o agito acaba tomando conta. Uma das praias mais lindas de Arraial é a Praia de Pitinga, rodeada de falésias coloridas e restaurantes.

Trancoso fica ao lado de Arraial d’Ajuda, entretanto, mais afastado de Porto Seguro. É um lugar bastante explorado por celebridades e tem se tornado um destino super fancy nos últimos anos, com opções de pousadas e restaurantes a altura ($), entende? A Praia do Espelho é considerada uma das mais encantadoras do Sul da Bahia por reunir águas azuladas que formam piscinas naturais, falésias, pousadas e restaurantes rústicos e charmosos.

A praia de Coroa Vermelha no município vizinho Santa Cruz de Cabrália, aproximadamente 20 km de Porto Seguro, é uma ótima opção para quem curte a calmaria, pois as praias são tranquilas, limpas, de água morna e os visitantes são sempre muito bem servidos pelas barracas/restaurantes pé na areia. Para quem curte passeios históricos, vale uma visita à cidade de Cabrália, pois foi o lugar escolhido pelos portugueses para rezar a primeira missa no Brasil.

Para quem pretende dar continuidade aos passeios históricos pela Costa do Descobrimento, vale a pena visitar a Cidade Alta – uma das vilas mais antigas de Porto Seguro e o lugar onde se encontra o Marco Padrão da Posse. Quem se interessar pode também visitar as aldeias dos Índios Pataxós, acompanhar suas tradições e experimentar a culinária indígena.  Além disso, os turistas também podem conhecer a réplica da Nau Capitânia no Memorial da Epopeia do Descobrimento, um museu que aborda aspectos históricos acerca da chegada das embarcações portuguesas. Clique aqui para conferir o post que escrevi sobre o Memorial da Epopeia do Descobrimento.

Porto Seguro guarda com muito carinho todas as suas riquezas naturais, culturais e arquitetônicas de forma bem harmoniosa. A Terra Mãe faz jus aos títulos de Patrimônio Histórico Nacional e Patrimônio Natural Mundial que recebeu com o passar dos anos.

INTERCÂMBIO DE HIGH SCHOOL OU CURSO DE IDIOMA?

Fazer um intercâmbio é muito mais do que embarcar em uma viagem de férias para conhecer os pontos turísticos de um lugar. O intercâmbio promove uma real imersão cultural, fazendo com que o estudante tenha a oportunidade de expandir seus horizontes através do desenvolvimento pessoal e profissional.

Existem vários programas de intercâmbio e identificar qual deles irá corresponder aos objetivos de cada estudante, é um dos passos mais importantes. High school e curso de idioma são algumas das opções mais procuradas pelos brasileiros, e neste post vou explicar quais são as diferenças entre esses dois tipos de intercâmbio e quais são os requisitos que devem ser levados em conta no momento da escolha.

High school

High school é o mais tradicional programa de intercâmbio e proporciona ao aluno a oportunidade de estudar parte do ensino médio em uma escola regular no exterior, morar com uma família nativa e estar totalmente em contato com os aspectos culturais do país escolhido.

Requisitos

Para participar do programa de high school, é necessário que o aluno tenha entre 15 a 18 anos (podendo variar de acordo com as regras de cada país), estar cursando o ensino médio no Brasil, e ter pelo menos conhecimento intermediário de inglês ou do idioma do país escolhido. Embora o desenvolvimento das habilidades linguísticas seja parte da experiência devido ao contato diário com a língua, vale lembrar que o aluno não irá estudar somente o idioma local, mas sim estudar matérias regulares do ensino médio em uma escola particular ou pública, com estudantes e professores nativos.

Duração

Os estudantes podem cursar um semestre ou um ano letivo do ensino médio no exterior, mas dependendo do país e da disponibilidade do aluno, o tempo estimado pode variar.

Dica: Fique atento ao início do ano letivo do país onde pretende estudar, pois dependendo do lugar, o ano escolar não começa nas primeiras semanas de fevereiro como no Brasil.

Hospedagem

A opção mais tradicional e a melhor forma de imersão cultural é a hospedagem em casa de família. As famílias são rigorosamente selecionadas e oferecem aos alunos um ambiente totalmente acolhedor, tornando-os de certa forma parte da família, pois assumem algumas das responsabilidades que uma família tem com seus filhos. Cada host family tem um estilo de vida, e o grande segredo para um bom convívio é ser flexível e tolerante às diferenças.

Outra opção de hospedagem são residências estudantis, geralmente disponíveis em escolas particulares em alguns países. Essa é uma ótima opção para aqueles que querem ter uma experiência mais acadêmica e conhecer estudantes de vários lugares do mundo.

Considerações

A inscrição para o programa de high school é algo bastante complexo, pois exige o preenchimento detalhado de um application, vários documentos (pessoais e escolares), visto, exames médicos e outros detalhes, portanto, o ideal é entrar em contato com uma agência de intercâmbio, aproximadamente um ano antes da data desejada para o embarque.

Curso de idioma

Curso de idioma é a opção perfeita para aqueles que pretendem aprender ou aprimorar um idioma e ao mesmo tempo explorar as diversas atrações disponíveis na cidade escolhida.

Os alunos que participam deste programa estudam em escolas específicas de inglês (ou do idioma desejado) para estrangeiros, e têm a oportunidade de interagir com pessoas de todas as partes do mundo. As escolas estão aptas a receber estudantes com diferentes níveis de conhecimento da língua – do iniciante ao avançado, incluindo cursos específicos para testes de proficiência.

Dica: quer saber como é estudar na ELS Language Centers – Manhattan e na EC English – Toronto? Eu estudei inglês nessas duas escolas e escrevi dois posts contando em detalhes como é o método de ensino de cada uma delas. Clique nos links abaixo para conferir.

ELS Language Centers – Manhattan

EC English – Toronto

Requisitos

Geralmente a idade mínima para este programa é de 16 anos, mas diferentemente do high school, não existe um limite máximo de idade para fazer um curso de idioma no exterior, desmistificando aquela história de que intercâmbio é coisa de adolescente.

É importante que o aluno tenha maturidade e flexibilidade para lidar com as inúmeras diferenças culturais.

Duração

Uma grande vantagem deste programa é sem dúvida a flexibilidade, pois os cursos podem ter duração de duas semanas até um ano, dependendo da disponibilidade de cada pessoa. Além disso, as escolas recebem novos alunos toda semana ou todo mês em qualquer época do ano.

Dica: muitas agências organizam viagens de estudo e lazer para grupos de adolescentes durante as férias escolares. Os programas geralmente incluem acompanhamento de guias especializados e atividades direcionadas à prática do idioma, diversão e cultura.

Hospedagem

Os dois tipos de hospedagem são: casa de família e residência estudantil. Eu escrevi um post bem detalhado explicando como essas duas opções de acomodação funcionam para estudantes de curso de idioma no exterior. Clique aqui para saber mais.

Considerações

Principalmente para adolescentes que pretendem cursar o ensino médio ou até mesmo fazer faculdade no exterior, o intercâmbio de curso de idioma pode servir como um preparatório para futuras experiências.

Estar inserido em uma cultura diferente expande a nossa consciência e as nossas perspectivas, pois aprendemos a nos comunicar e a compreender o mundo, tornando-nos assim cidadãos globais.

Escrito por ANDRÉIA MARTINS SIMPLICIO – Apaixonada pela escrita, por Nova York e pelo mundo. Traveler, dreamer e metida a blogger…Seja bem-vindo!!! :)

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