UM POUCO DE SANTIAGO DO CHILE

Atenção senhores passageiros, neste momento o serviço de bordo está suspenso, por favor, mantenham seus cintos afivelados e preparem suas câmeras, pois vamos sobrevoar a Cordilheira dos Andes!

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Da janelinha do avião, Santiago dá as boas vindas aos turistas com uma vista digna de um grande espetáculo da natureza, que arranca suspiros e desperta olhares admirados…

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Bienvenidos a Santiago de Chile!!!

Santiago é a capital do Chile e o maior centro urbano, financeiro, administrativo e cultural do país, além disso, está privilegiadamente localizada em um vale ao lado da Cordilheira dos Andes.

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O dinamismo e a versatilidade caracterizam Santiago como uma típica cidade de grande porte, e a poluição e o trânsito muitas vezes caótico acabam perdendo destaque em meio a exuberantes parques arborizados, praças ocupadas por turistas e lindos cachorros – que infelizmente são de rua, arquitetura ora moderna e ora clássica, mostrando que Santiago oferece um pouco de tudo.

A região central da cidade é repleta de pontos turísticos, como: Plaza de Armas, Palacio de la Moneda, bairros boêmios e históricos, museus, monumentos, universidades e muito mais!

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Os cerros de Santa Lucía e de San Cristóbal são dois grandes marcos de Santigo e recebem turistas de todas as partes do mundo. O Cerro de Santa Lucía está localizado bem na região central e oferece dois mirantes com uma vista incrível da cidade a céu aberto. A minha dica é que você coloque o seu tênis mais confortável e se prepare fisicamente, pois são muitos degraus, mas a vista compensa! O cerro de San Cristóbal é mais alto e faz parte do Parque Metropolitano de Santiago, mas infelizmente não tive tempo de visitá-lo. PS: Vale mencionar que a visita aos cerros e até mesmo a subida até os mirantes são totalmente gratuitas.

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Em agosto de 2015 foi inaugurado em Santiago o maior prédio da América Latina! Com 62 andares e 300 metros de altura, o Sky Costanera apresenta dois mirantes com uma vista da capital chilena em 360 graus – que é de tirar o fôlego de tão linda!

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O Sky Costanera está aberto para visitação durante todos os dias do ano das 10h às 22h. De segunda a quinta adultos pagam 5.000 pesos e crianças 3.000 pesos. De sexta a domingo, adultos pagam 8.000 e crianças 5.000 pesos. Eu já tive a oportunidade de ver algumas cidades emblemáticas do alto de alguns arranha-céus, mas confesso que Santiago do topo do Sky Costanera e com a cordilheira ao fundo, foi uma das coisas mais lindas que já presenciei.

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Devido a técnicas específicas, clima, solo adequado e a utilização das uvas cabernet sauvignon, carmènere, merlot e muitas outras, o Chile é atualmente considerado um dos melhores produtores de vinhos do mundo e abriga a renomada vinícola Concha y Toro. Um passeio imperdível para quem vai visitar Santiago é sem dúvida conhecer pelo menos uma das muitas vinícolas espalhadas pela cidade afora. Eu visitei a vinícola Undurraga e ao final do tour tivemos uma degustação de vinhos típicos chilenos.

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Por conta do feriado de Independência do Chile (Fiestas Patrias), não consegui visitar vários pontos turísticos que estavam na minha lista de “must visit places em Santiago”, como: Museo de la Memoria y los Derechos Humanos, Casa Museo La Chascona – antigo lar do poeta Pablo Neruda e muitos outros… É, ficou aquele sentimento de “queria ter ficado um pouquinho mais”.

A minha dica para quem pretende visitar Santiago é: não subestime o destino por ser geograficamente próximo ao Brasil e ter um idioma relativamente parecido com o nosso português. Pode ter certeza que a cultura chilena atrelada a todos os aspectos históricos irão te surpreender, assim como me surpreenderam!

Clique aqui para conferir o post que escrevi sobre o Valle Nevado!

MEMORIAL DA EPOPEIA DO DESCOBRIMENTO EM PORTO SEGURO

Porto Seguro: clima tropical, belas praias, hospitalidade baiana e mais, muito mais! Mas isso tudo é assunto para um outro post, pois hoje vou falar um pouquinho sobre um lugar cheio de história… O Memorial da Epopeia do Descobrimento é um museu que aborda aspectos históricos acerca da chegada das embarcações de Pedro Álvares Cabral em Porto Seguro, onde se iniciou a colonização portuguesa em terras que mais tarde seriam chamadas de Brasil.

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Idealizado pelo professor Wilson Cruz e inaugurado em 2003, o Memorial se tornou um dos principais pontos turísticos da rota do descobrimento em Porto Seguro, e está localizado na Avenida Beira Mar, 800 – Orla Norte. É um lugar bem bonito, com várias plantas típicas brasileiras e uma delas é o tradicional Pau Brasil.

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A entrada custa em torno de 15 reais e crianças menores de 12 anos não pagam. A visita é acompanhada por jovens guias indígenas Pataxós, que por sua vez, são considerados um dos povos mais antigos do Brasil, e os primeiros nativos aqui encontrados pelos portugueses.

O museu é dividido basicamente em três espaços: um salão com objetos e mapas em homenagem aos portugueses, uma oca com artigos indígenas, e uma réplica em tamanho original da Nau Capitânia. Em um primeiro momento os guias acompanham os visitantes e explicam bem rapidamente os fatos históricos abordados a respeito da colonização. Depois disso os turistas podem ficar à vontade para fotografar e voltar aos pontos visitados. O lugar mais interessante do museu é sem dúvida a réplica das caravelas de Pedro Álvares Cabral.

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A visita ao museu é bem rapidinha (uma hora no máximo) e não compromete nem um pouco o dia de sol e praia que os turistas tanto valorizam em Porto Seguro. Visitar o Museu da Epopeia do Descobrimento é na realidade uma aula prática e objetiva de História do Brasil, pois nos remete ao passado e nos faz refletir sobre fatos históricos relacionados às nossas raízes, ali, no berço da nação brasileira.

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VALLE NEVADO – A MAIOR ESTAÇÃO DE ESQUI DA AMÉRICA DO SUL

O Valle Nevado é um Ski Resort localizado a mais ou menos 50 quilômetros da capital chilena, Santiago. Foi um projeto franco-chileno inspirado na Estação de Esqui francesa Lê Arcs, entretanto, o Valle Nevado apresenta aos turistas um grande diferencial, pois encontra-se em um lugar totalmente único: na Cordilheira dos Andes, a 3000 metros acima do nível do mar. Atualmente é a maior Estação de Esqui da América do Sul e oferece ótimas pistas para a prática de esportes de inverno. Tanto experts, quanto iniciantes podem desfrutar dessa aventura nas montanhas utilizando as pistas sinalizadas de acordo com o seu nível.

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Como dito anteriormente, o Valle Nevado está a mais ou menos 50 quilômetros de Santiago, porém, o tempo estimado para chegar até lá depende muito da época do ano. Em alta temporada de inverno (de 26 de junho até 25 de setembro, mais ou menos), é um período de fluxo turístico intenso e muita neve, portanto, muitos carros sobem ao mesmo tempo e a estrada fica bastante escorregadia, sendo necessário o uso de correntes nos pneus. Neste caso, pode-se levar até quatro horas ou mais para subir. Ao final do mês de setembro a neve vai se extinguindo e o gelo começa a derreter e dependendo do dia os turistas levam de duas a duas horas e meia para chegar até lá.

IMPORTANTE: A estrada até o Valle Nevado tem um total de 60 curvas extremamente sinuosas, por esta razão, é mais seguro alugar um transfer em alguma agência de turismo em Santiago, pois os motoristas já conhecem a estrada e sabem o que fazer em casos de neve e movimento intenso durante a viagem. NÃO VÁ POR CONTA!!!

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Para a galera que pretende esquiar ou praticar snowboard, é necessário alugar equipamentos e roupas impermeáveis, como casaco, calça, botas, luvas, capacete, googles… Vale lembrar que para aqueles que apenas pretendem “brincar na neve”, as roupas impermeáveis são muito úteis. É importante se agasalhar muito bem, pois a temperatura e a sensação térmica são muito baixas durante a temporada de inverno.

DICA: Alugue roupas e equipamentos antes de chegar ao Valle Nevado, pois assim você irá economizar uns bons pesos chilenos.

Nós paramos em uma loja que fica no caminho para o Valle Nevado. Eu não esquiei por motivos de: eu não tenho habilidade em nenhum tipo de esporte e muito menos em esportes radicais de inverno. Bateu um certo arrependimento por não ter tentado? TALVEZ… Mas quem sabe na próxima, né? Como eu não esquiei, eu não aluguei os equipamentos, somente casaco, calça, botas e luvas, por um total de 29.000 pesos, o que equivale a mais ou menos 145 reais. PS: A galera que esquiou alugou os equipamentos por 20.000 pesos nessa mesma loja.

Ao chegar ao Valle Nevado, quem for esquiar ou praticar snowboard, precisa comprar um ticket no valor de 40.000 pesos (este valor pode variar dependendo da época do ano ou da promoção do dia), para ter acesso às gôndolas que levam até as pistas. Para quem não vai praticar nenhum esporte, tem um transfer que leva os turistas gratuitamente até os restaurantes e lojinhas, com uma vista incrível das pistas.

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O Valle Nevado é uma estação específica para turistas que querem esquiar ou praticar snowboard, porém existe uma outra estação chamada Farellones, que é praticamente um “playground de neve”, com várias atividades divertidíssimas, como tubing, tirolesa, entre outras… Nós não visitamos Farellones, pois estávamos no meio de setembro e já não tinha mais neve por lá :(. Por este motivo, fomos para um lugar próximo ao Valle Nevado, onde tinha uma “montanha” para que pudéssemos ter a experiência na neve sem necessariamente esquiar.

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O Valle Nevado é incrível, mas o caminho até lá é simplesmente deslumbrante. Subir a Cordilheira e ver de perto a montanha nevada me transmitiu a sensação de estar no topo do mundo (ou pelo menos no topo da América do Sul) e a impressão que eu tenho é que foto nenhuma consegue retratar a real imagem que meus olhos visualizaram… Subir até o Valle Nevado, sentir um pouquinho de dor de cabeça e até falta de ar, com certeza foi uma das experiências mais incríveis que já tive até hoje. Gratidão por tudo isso, natureza!

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A Michelle Alves do blog e do canal Cabide Colorido fez um vlog superlegal mostrando como é esquiar no Valle Nevado. Clique aqui para conferir

TATUEI…

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Viajar se tornou a maior oportunidade da minha vida nos últimos anos. Encontrei outras paisagens, outras culturas, outros gostos, outros costumes, outras vidas e outros mundos. Viajo frequentemente no tempo e nas experiências que vivi, e essas experiências se tornaram guias que me encorajam e me fazem ir, permitindo que minha mente, minha alma e meu coração pulsem em ritmos acelerados e em completa sintonia.

A meu ver, o avião é a materialização do real significado das palavras liberdade, impulso e direção. Liberdade dos conceitos e pré-conceitos, liberdade para vivenciar algo incrivelmente exótico, mas que para um outro alguém em algum lugar, pode ser totalmente trivial. O avião me proporcionou o impulso e a coragem de enfrentar a maior e mais desafiadora fronteira da minha vida: O MEU MEDO de sair da zona de conforto, de tentar, de cair, de recomeçar e de aprender. Encontro em cada embarque uma direção, cuja trajetória pode apresentar algumas turbulências, mas uma vez que eu decido decolar, não posso simplesmente desistir do voo ao me deparar com uma tempestade, preciso encontrar o equilíbrio e seguir em frente.

O avião transforma todas as minhas imaginações em grandes descobertas, pois me transporta fisicamente para os meus maiores sonhos… Me faz pisar em solo e enxergar tudo com os meus próprios olhos. Durante muito tempo eu tive um medo absurdo de avião (e ainda tenho haha), mas o medo que sentia quando criança me fazia chorar de desespero até mesmo por causa de um avião de brinquedo que ganhei do meu pai… Ironia da vida, pois hoje, os embarques e os desembarques desbancam e atenuam todas as minhas inseguranças.

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Toda vez que olho para a minha tatuagem, lembro-me de me conectar com todos os meus sonhos e por mais que eu tenha consciência da impermanência das coisas, não devo jamais me auto-sabotar e subestimar a minha capacidade de viver com a mente desperta para criar e recriar a minha realidade. Quero apreciar tudo minuciosamente, aqui, e lá do outro lado do mundo, mesmo que um pouco desse “tudo” seja adversidade, que com certeza me transforma em um novo ser, capaz de agarrar a vida com força, pois querer é o bastante para tentar, tentar, tentar e tentar, incessantemente.

Quero sair da zona de conforto, conhecer o mundo, os diversos mundos e o meu próprio mundo. Com céu de brigadeiro ou com turbulências, quero antes de mais nada acreditar de verdade que eu mereço a realização de todos os meus sonhos, até mesmo daqueles mais mirabolantes… E então abraçá-los fortemente e dizer: Sejam muito bem-vindos a essa viagem e espero que ela tenha tudo a ver com o que eu realmente busco.

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 “AS ASAS DA ALMA SE CHAMAM CORAGEM. CORAGEM NÃO É A AUSÊNCIA DO MEDO. É LANÇAR-SE, A DESPEITO DO MEDO.”

TURISMO DE EMPATIA: REFUGIADOS NO ORIENTE MÉDIO

Talita Ribeiro saiu de sua zona de conforto e embarcou em uma viagem arriscada, a fim de conhecer um mundo onde muitas mulheres resistem à guerra e à pobreza extrema. Mulheres que enfrentam grupos terroristas com armas nitidamente inferiores, e lutam bravamente contra crimes relacionados à desigualdade de gênero e levantam suas bandeiras em busca de liberdade e perspectiva de vida, ainda que elas saibam o quão difícil é alimentar sonhos em meio a uma estratégia de sobrevivência tão incerta.

O desejo de conhecer de perto a história de vida, ou melhor, de sobrevivência dessas mulheres, surgiu a partir de uma foto, a qual uma mulher atravessava a fronteira da Síria com o Curdistão, entretanto, o que mais chamou atenção e despertou curiosidade em Talita, foi o fato de a mulher estar trocando sua burca preta, por roupas coloridas, demonstrando assim, coragem, liberdadeesperança e empoderamento feminino.

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Alguns dias após sua volta ao Brasil, Talita lançou um financiamento coletivo e mais de 700 colaboradores abraçaram as experiências provenientes de sua intensa imersão, tornando suas lindas crônicas – escritas durante a viagem – em um livro cheio de empatia. É importante ressaltar que todo o lucro arrecadado foi enviado para projetos de amparo aos refugiados que Talita conheceu na Jordânia e no Curdistão Iraquiano.

Refugiados no Oriente Médio é o primeiro livro da coleção Turismo de Empatia – uma nova “modalidade de turismo”, muito bem conceituada, explorada e descrita pela autora Talita Ribeiro, que por sua vez, enfrentou todos os seus medos e embarcou em uma viagem no mínimo diferente, atravessou fronteiras desafiadoras e chegou a territórios sagrados: no coração do outro. Em paralelo, a autora como uma boa viajante, amante do mundo e suas belezas, também dá dicas turísticas dos lugares visitados em um passo a passo bem detalhado.

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O termo “Turismo de Empatia” não surgiu por acaso. A autora entrou em contato com diferentes mundos, viu e vivenciou muitas histórias, que têm como protagonistas, pessoas que depositam uma mínima esperança em um mundo novo, porém cheio de medos e inseguranças. Ao contrário do que muitos pensam empatia não significa sentir pena ou descaso, mas sim a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro. Ter a sensibilidade de sentir o que o outro sente em determinada situação. É um sentimento de troca.

Em uma das cônicas, a matriarca de uma das famílias visitadas por Talita e seus companheiros nessa missão em Amã, na Jordânia, disse: “gosto de vocês, porque sabem e se interessam em escutar”.

O intuito de Talita ao lançar esse livro, foi promover no leitor certa inquietação através da empatia. Cláudia, a enfermeira brasileira que trabalha como voluntária na Jordânia diz que: “o exercício do amor não é algo simples ou óbvio”, portanto, quando nos esforçamos para abandonar o nosso preconceito e permitimos que o nosso coração seja tocado pela alegria ou pela dor que habitam no coração do outro, formamos um elo que serve como uma ponte entre nós, e então as diferenças deixam de ser abismos. Isso é empatia e infelizmente esse sentimento está escasso no mundo.

“Existem várias maneiras de aprender, e uma das mais lindas é se colocando no lugar do outro.” Bel Pesce – fundadora da editora Enkla.

SOBRE HOMOFOBIA E O DEBATE ENTRE FELIPE NETO E MARCO FELICIANO

sobre homofobia

A questão da homossexualidade está no centro do campo de batalhas hoje em dia justamente por causa da geração em que vivemos. Nós somos a geração que questiona e se expressa. Não abaixamos a cabeça para certas imposições sociais e encaramos a situação de frente, e o debate entre o youtuber Felipe Neto e o Pastor Marco Feliciano é um exemplo disso.

Um fato incontestável é que nós vivemos em um mundo onde muitas pessoas veem suas religiões como verdadeiras ditadoras de regras sociais e ainda as utilizam para justificar suas intolerâncias em relação a diferentes assuntos, dando ênfase à problematização de algo que é muito mais simples do que imaginamos.

Existem diversos livros sagrados escritos há muito tempo, com termos e linguagens de alta complexidade, como por exemplo, a Bíblia. Depois de uma série de argumentos políticos – e eu nem quero entrar no mérito dessa questão, pois não é o meu foco por ora, o debate tomou um rumo mais pessoal e Felipe Neto dispara que a Bíblia pode ser contestada no ponto de vista homoafetivo, e Marco Feliciano rebate dizendo que não, pois a Bíblia é inerrante palavra de Deus. Logo em seguida, ele diz que certas coisas não precisam ser faladas e escritas (referindo-se a relatos da Bíblia e ao “posicionamento” de Jesus Cristo em relação à homossexualidade), pois nós entendemos como funcionam. “NÓS QUEM?” Nenhum relato me convence de que Jesus um dia se voltou e ainda se volta contra os homossexuais.

A partir do momento em que admitimos que certas coisas não precisam ser ditas de fato, pois nós entendemos como elas funcionam na sociedade, abrimos espaço para a interpretação e essa interpretação na grande maioria das vezes não é unânime, mas sim pessoal. Cada indivíduo tem o direito de ter a crença que quiser, contanto que essa crença particular em momento algum controle a maneira como o outro pensa. Não existe um único encaixe e muito menos somos portadores de uma verdade absoluta, o que existe é a liberdade de concordarmos ou não com diferentes doutrinas e segmentos.

A Homofobia não é necessariamente uma prática de agressão física – e o mesmo vale para as práticas machistas e racistas, por exemplo. Existem várias maneiras de atingir o próximo, sendo que criminalizar e demonizar a liberdade de escolha e expressão do outro, utilizando as religiões e os seus livros sagrados como escudo, é uma das mais cruéis.

Em um determinado momento do vídeo, Feliciano diz que o que define um homem é exclusivamente o que ele tem no meio das pernas, ignorando desta forma os conceitos de sexo, gênero e sexualidade. Existem várias fontes de informação, portanto, caso você ainda pense que essas coisas são basicamente a mesma coisa, eu te convido a sair da sua bolha, ler e estudar. A ignorância é a maneira mais leviana de sustentar um padrão heteronormativo. Quando temos uma visão totalmente retilínea sobre um determinado assunto, em algum momento acabamos ficando sem argumentos plausíveis e consequentemente nos contradizemos. E isso vale para tudo na vida.

A meu ver, o que realmente pode ser considerado antinatural, é o ato de espalhar teorias opressoras envolvendo o nome de Deus. Eu acredito no Deus acolhedor, que em momento algum repreende a liberdade de escolha, mas que propaga a inclusão de personalidades em uma sociedade tão saturada de padrões preconceituosos. “A intolerância não está descrita nos livros sagrados, a intolerância está na cabeça das pessoas”.

O vídeo/debate está disponível no canal do youtuber Felipe Neto e você pode acessá-lo clicando no link abaixo. Caso se interesse, na descrição deste mesmo vídeo tem um link disponível para download, o qual se refere ao debate na íntegra – sem edição.

TECNOLOGIA, NOVAS EXPERIÊNCIAS, NOMADISMO DIGITAL E REALIZAÇÃO PROFISSIONAL

Devido ao contexto histórico, as gerações passadas buscavam um padrão de vida que proporcionasse equilíbrio e segurança de forma geral. Criar raízes em um determinado lugar, ter um emprego que garantisse renda fixa em longo prazo, uma aposentadoria satisfatória e uma posição social sólida a todos os membros da família. A estabilidade e a preservação de certos valores foi por muito tempo o modelo social considerado normal a ser seguido – e é justamente esse o grande contraste promovido pela geração atual.

Nós das gerações Y e Z, temos um desejo incessante por novas experiências e desafios. Buscamos trilhar caminhos que nos permitem desenvolver novas habilidades a todo momento. Somos proativos e acreditamos que não somos fadados a exercer a profissão do nosso diploma a vida inteira e sabemos também que não precisamos ter uma carreira convencional para nos tornar profissionais bem sucedidos. Sonhamos alto e temos a convicção de que não existem fronteiras para transformar tais sonhos em realidade. E isso tudo só se tornou possível, devido ao avanço tecnológico.

A tecnologia associada à internet está cada vez mais “demolindo” as paredes dos tradicionais escritórios e promovendo um profundo desapego das fronteiras geográficas. O cartão de ponto e a rotina de “oito até as dezoito” vêm sendo desbancados pela era digital. Com o as tecnologias móveis, podemos estar conectados a todo tipo de conteúdo e somos capazes de adquirir conhecimento e realizar diversas funções, seja em casa, na Tailândia ou em qualquer lugar do mundo, em tempo real e com flexibilidade de horário.

Viajar é um dos maiores hobbies da humanidade, fato. Mas para muitas pessoas, viajar não significa apenas “turistar” por aí a fim de preencher as férias anuais de um trabalho com carteira assinada e com rotina metodicamente estabelecida entre paredes de concreto. Viajar, descobrir a integralidade e as belezas do mundo, pode ser um estilo de vida e por esta razão, surgiu a combinação viagens + internet + trabalho: que tem como resultado uma grande sacada chamada NOMADISMO DIGITAL.

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Profissões como: Web Designer, Programador, Jornalista, Escritor, Fotógrafo, Tradutor, Professor e muitas outras, permitem que mais e mais pessoas abandonem seus endereços fixos e adotem um estilo de vida e de trabalho nômade e autônomo, desde que haja uma conexão com a internet. O contato com novos lugares, novas culturas e experiências, influencia positivamente na maneira como nosso cérebro processa e organiza nossas ideias para a produção de conteúdo, principalmente criativo.

Trabalhar e ganhar dinheiro são sim fatores essenciais na vida do ser humano, entretanto, as longas horas de trabalho estão sendo substituídas pela otimização e flexibilidade do tempo útil, a fim de proporcionar qualidade de vida, serviço diferenciado e retorno financeiro – tendo o câmbio como um grande aliado. Esse é o novo modelo de trabalho e acredite, não é um devaneio.

É claro que a vida de um Nômade Digital não é inteiramente um conto de fadas e existem sim certos desgastes – um deles é o desgaste emocional por estar sempre entre encontros e despedidas, chegadas e partidas e muitas vezes não ter relações muito sólidas, ou talvez, encontrar grandes parceiros para a vida toda e ainda assim, ter que lidar com a distância. Tudo é possível e tudo é aprendizado, basta você se permitir vivenciar as diversas sensações dos momentos.

Novas carreiras e estilos de vida estão disponíveis no mercado, portanto, não permita que a sua trajetória profissional seja preestabelecida pelo fluxo da maioria e pelo status que a sociedade espera que você alcance um dia. Seja você jovem ou não, sinta-se convidado a sair do modo convencional. Sinta-se motivado a trilhar vários caminhos e descobrir inúmeras habilidades com as diferentes experiências de vida. No fundo, o verdadeiro propósito das escolhas destoantes que fazemos, é tentar encontrar a plenitude de maneira simples, e verdadeira, e não superficial, de fachada.

10 LIÇÕES E ALGUNS DESTINOS

Dias atrás eu estava tentando listar mentalmente, alguns legados que passei a carregar comigo depois de visitar certos lugares e viver experiências culturais. Resolvi então reunir todos esses pensamentos em um texto, pois assim eu consigo sistematizar minhas ideias. Vamos começar?

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1 – Acho que o primeiro grande aprendizado que tirei de uma viagem, foi durante um cruzeiro que fiz em Janeiro de 2011, cujo roteiro incluía visitar Buenos Aires e Punta Del Este. Essa foi a primeira vez que viajei para fora do país e além de conhecer lugares, pude também conhecer diversas culturas, pois os tripulantes vinham de todas as partes do mundo e falavam qualquer idioma, menos Português. Foi durante essa viagem que eu percebi que existia um mundo gigante fora da minha bolha e que não seria uma má ideia começar a explorá-lo aos pouquinhos.

2 –  Em Boston eu entendi a importância das coisas mais simples da vida. O café da tarde na casa dos meus avós. O almoço de domingo em família. As conversas com os amigos. A presença física dos meus pais em todos os momentos, mas principalmente nas horas de aperto. Um abraço acolhedor e uma mão para segurar quando a estrada estivesse escorregadia… Sempre me considerei uma pessoa independente sentimentalmente falando, mas foi longe disso tudo, que me descobri muito mais apegada do que pensava.

3 –  Em Nova York eu aprendi que tudo bem se os meus planos iniciais tomarem rumos diferentes ao longo do tempo. Não tem como planejar minuciosamente o futuro, me privar de correr riscos e não me deparar com o inusitado em alguns momentos. Foi justamente o inusitado que me fez enxergar tudo a minha volta com olhos curiosos e dispostos a seguir em frente sem muito medo do mundo. Sem medo de sonhar alto.

4 – Ainda em Nova York, eu aprendi que pode ser que os meus sonhos me levem para longe das pessoas que mais amo na vida, porém, não existe distância para a  veracidade dos sentimentos que nos unem. O meu porto seguro sempre estará no meu coração.

5 – Londres me ensinou que quem converte é prevenido e pode se divertir muito! Viajar através dos meus próprios recursos, administrar os meus gastos respeitando a minha realidade e ao mesmo tempo viver experiências e conhecer lugares de tirar o fôlego, me fez entender que não existe limite para realizar sonhos.

6 – O meu único dia em Oxford me fez reconhecer que enfrentar os perrengues com uma galera torna a viagem ainda mais especial. A tempestade que enfrentamos na fila de entrada para o Christ Church University (um dos colleges da Universidade de Oxford), leva o título de um dos momentos mais bizarros de toda a viagem. Essa se tornou uma história muito nossa e somente nós conseguimos chorar de tanto rir do nosso desespero.

7 –  Eu aprendi muitas coisas  relacionadas aos aspectos culturais presentes no dia a dia da capital francesa, inclusive compilei todos esses aprendizados em um post – clique aqui para conferir. No geral, eu aprendi com os parisienses que não é obrigatório, porém simpático por parte dos turistas, ter na ponta da língua pelo menos o básico do vocabulário local e aplicá-lo vez ou outra em conversas aleatórias com os nativos.

8 – Em Amsterdam, a tolerância em questões como drogas, sexo, religião e liberdades individuais quebra tabus, fazendo com que assuntos de relevância social se integrem naturalmente à cultura da capital holandesa. Sendo assim, aprendi que a evolução humana na prática, é a capacidade que temos de conviver com as infinitas verdades de maneira flexível e cristalina.

9 – Em Toronto eu percebi que sozinha ou em grupo, tanto faz, contanto que eu viaje e viva experiências longe da minha zona de conforto. Eu tive muita convicção do meu desejo incontrolável de ir – para qualquer lugar, mas ir, explorar, experimentar, ver com os meus próprios olhos, aprender e viver.

10 – Por fim, reservo este espaço para todas as experiências que ainda não tive, todos os lugares que ainda não visitei, todas as pessoas que ainda não encontrei e todas as lições que ainda não aprendi. E que isso seja apenas uma questão de tempo…

“INCOMODOU, DOEU? LEVA PARA CASA QUE É TEU!”

“INCOMODOU, DOEU? LEVA PARA CASA QUE É TEU.” – Ouvi essa frase pela primeira vez em um vídeo que assisti casualmente há uns meses no canal da Flávia Melissa. Flávia é Psicóloga, pós-graduada em Acupuntura e em 2010, se mudou para Xangai e mergulhou nos ensinamentos da encantadora Medicina Chinesa. Atualmente produz e compartilha conteúdo motivacional online sobre desenvolvimento humano. Saiba mais em www.flaviamelissa.com.br

Engraçado que essa frase não me fez muito sentido a princípio e eu só consegui entender a essência dela, durante as sessões de CoachIng que tive com a Carol Herr, do canal Cajuína e Frevo. Após uma fase de desequilíbrio emocional, percebi que precisava de ajuda para tentar reorganizar os meus pensamentos e a Carol foi fundamental nesse processo de busca e cura pessoal e emocional.

Quando assumimos essa busca por nós mesmos, entramos em contato com fraquezas que por algum motivo foram cultivadas ao longo da nossa vida. Essas fraquezas apenas foram deixadas no modo silencioso em algum cantinho da nossa existência, entretanto, nunca foram superadas de fato e então, nossos ouvidos se tornam cristais frágeis.

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Muitas vezes temos o nosso interior fragmentado e acabamos projetando nas outras pessoas os nossos próprios conflitos pessoais. Insistimos em olhar sempre para fora e de maneira superficial, ao invés de olhar para dentro de nós mesmos. Toda situação que nos desperta algum tipo de sentimento amargo, como frustração, raiva, angústia, entre outros, é porque provavelmente nos deparamos com as nossas fragilidades. E então, nos colocamos na posição de vítima e passamos a enxergar os indivíduos envolvidos, como verdadeiros responsáveis pelas nossas dores.

Hoje eu entendo que muitas das minhas frustrações aconteceram porque na realidade, eu projetei em atitudes de pessoas aleatórias, as minhas próprias inseguranças – que nem eu sabia que ainda existiam. Se eu estivesse em harmonia comigo mesma, a carapuça não teria servido, afinal, o que as outras pessoas pensam sobre mim em diferentes aspectos, é um problema delas e não meu.

Se determinada situação causou algum tipo de incômodo, é porque algo em nós não está em equilíbrio. Eu entendo perfeitamente que os sentimentos não se curvam ao racional, mas é muito importante recuperar o mínimo da nossa consciência perguntando a nós mesmos: “por que eu estou agindo dessa forma?” Descobrir qual é a nossa parcela de responsabilidade nesse incômodo/sofrimento, é esclarecedor.

Soa até um pouco egoísta e individualista, mas a verdade é que na maioria das vezes, as pessoas sequer sabem do nosso caos interior. No dia a dia ninguém está tão interessado assim nos nossos pormenores, portanto, não podemos nos tornar tão vulneráveis, tão facilmente atingíveis e permitir que atitudes, palavras e até mesmo olhares totalmente aleatórios, destruam a nossa autoestima e a nossa paz interior.

Esse processo de busca e desenvolvimento pessoal requer uma visita minuciosa ao nosso passado, com o intuito de reconhecer nossas fragilidades e lidar diretamente com certos questionamentos camuflados e adormecidos. E isso dói. Mas eu aprendi que a dor nem sempre vem para maltratar, muitas vezes ela vem para libertar. O autoconhecimento resgata a nossa serenidade e nos possibilita encarar a vida de uma maneira mais clean, mais leve.

QUANTO TEMPO DEMORA PARA ME TORNAR FLUENTE EM UM IDIOMA?

Com a globalização, ser fluente em dois ou mais idiomas se tornou um verdadeiro MUST e não apenas um diferencial, tanto para o disputadíssimo mercado de trabalho, quanto para viajar, explorar o mundo, se comunicar com estrangeiros e se sentir parte de uma cultura diferente. Seja lá qual for seu objetivo principal, a pergunta mais frequente e que não quer calar é:

BPO quanto tempo demora para me tornar fluente em um idioma

Assim como praticamente tudo na vida, aprender um idioma é um processo e todo processo requer um tempo – que pode ou não ser otimizado. Na maioria das vezes, quando pensamos em nos dedicar ao aprendizado de uma língua, a primeira ideia que temos em mente é procurar uma escola de idiomas. Independente do método utilizado por cada escola, os cursos oferecem aos alunos um caminho, cujo guia é o professor, desta forma, o aluno se sente amparado durante o aprendizado. Entretanto, o contato com o idioma não pode se limitar as duas ou três horas de aulas semanais na escola.

Por mais que as escolas garantam a fluência no idioma X em um determinado período, tenha em mente que a prática do idioma é algo que você deve incluir na sua rotina diária de alguma forma, e fazer a lição de casa 10 minutos antes da aula e não manter o contato com o idioma por iniciativa própria fora da sala, só vai te fazer trilhar um caminho por um longo tempo, sem perspectiva de chegar a um lugar específico.

Outra maneira muito eficiente de aprender ou aprimorar outra língua é se aventurar em um intercâmbio. A imersão cultural e o contato com nativos é uma oportunidade incrível de adquirir confiança em todas as habilidades. O grande problema é que se expor a um idioma que não dominamos é um desafio e muitas vezes os brasileiros acabam se unindo lá na gringa e a prática do idioma local se torna totalmente fail. É importante fazer amizades com pessoas de outras nacionalidades, pois além de agregar uma grande bagagem cultural, proporciona também adaptação a diferentes sotaques.

O fato é que curso de idioma e intercâmbio nenhum fará milagre, caso você não tenha um comprometimento com o aprendizado e não esteja disposto a viver o idioma de forma consistente. É preciso ter iniciativa para torná-lo parte da sua rotina, mesmo estando aqui no Brasil. O primeiro passo é mudar as configurações do celular, computador e demais dispositivos para o idioma que deseja aprender.

Ouvir músicas e estudar suas respectivas letras utilizando um dicionário, assistir filmes, séries, vídeos, telejornais e TV shows, com legenda no idioma estudado, é indispensável para que os ouvidos se familiarizem com os sotaques. Sabe aquele filme que você já assistiu no mínimo umas 10 vezes na sua vida? Assista-o novamente, mas dessa vez, com a legenda no idioma que está estudando. Aos poucos o seu cérebro vai assimilando as novas informações e tornando-as usuais.

PS: Não tenha preguiça de pausar e pesquisar o significado de expressões e gírias – e se for possível, utilize um dicionário monolíngue.

Ler livros, artigos científicos, reportagens em jornais impressos ou online e fazer o resumo dos conteúdos, proporciona a prática de duas habilidades ao mesmo tempo: compreensão de texto e escrita. Ler qualquer texto e reescrevê-lo com as nossas palavras, estimula a nossa criatividade e nosso senso crítico/analítico, preparando-nos desta forma, para criar nossos próprios conteúdos no idioma desejado.

A comunicação oral é geralmente a habilidade mais temida pelos estudantes e é de suma importância mencionar que a fala envolve músculos que precisam ser “destravados”. Ler e cantar em voz alta, por exemplo, são dicas infalíveis para trabalhar a dicção. Algo que parece meio maluco, mas que funcionou muito para mim – e ainda funciona, pois eu estou sempre aprendendo – é sentar na frente do espelho e contar o que aconteceu durante o dia, ou planejar as atividades para o dia seguinte, contar a história de um filme ou um livro que tenha achado legal (ou talvez nem tão legal assim). Desta maneira, além de praticar a fala, ainda praticamos os tempos verbais e as estruturas gramaticais do idioma.

O maior inimigo de um estudante de línguas é a vergonha de cometer erros, principalmente durante uma conversa. Saiba que qualquer pessoa comete falhas e por mais conhecimento que tenhamos, o aprendizado é para a vida inteira. Novas palavras, expressões e gírias surgem a todo momento e o vocabulário está em constante atualização.

Uma opção superinteressante para quem realmente deseja aprender idiomas é o ITALKI.  Uma plataforma online onde o aluno encontra professores nativos e pode praticar todas as habilidades com aulas via Skype. É importante ressaltar que este é um serviço pago, porém extremamente seguro e eficaz. Vale a pena fazer o cadastro gratuitamente e conhecer melhor o sistema, caso se interesse, você pode pagar apenas por uma aula experimental com qualquer um dos professores disponíveis. Existem também várias opções gratuitas e uma delas é o YouTube, que tem se tornado cada vez mais uma ótima ferramenta de estudo em todas as áreas.

Lembre-se, que participar das aulas em escolas de línguas e fazer intercâmbio, são apenas algumas das muitas possibilidades que temos para praticar um idioma, porque o estudo em si, é o tempo todo e em todas as situações.

   

Escrito por ANDRÉIA MARTINS SIMPLICIO – Apaixonada pela escrita, por Nova York e pelo mundo. Traveler, dreamer e metida a blogger…Seja bem-vindo!!! :)

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